Comportamento | Notícia

Bigorexia: quando a musculação deixa de ser saudável

A obsessão por músculos pode prejudicar o bem-estar, interferir na vida cotidiana e trazer consequências sérias para a saúde mental e física; entenda:

Por Bianca Tavares Publicado em 18/09/2025 às 11:07

Clique aqui e escute a matéria

Em uma era cada vez mais focada na performance de saúde e bem-estar, temas como corridas, academia, mundo fitness e alimentação estão entre os mais comentados da internet.

Apesar de ser um incentivo para uma fuga da correria do dia a dia e melhora da qualidade de vida, essa pode ser uma faca de dois gumes.

Enquanto um lado procura a atividade como refúgio, um outro pode estar interessado apenas na estética, pensamento que é extremamente nocivo para a autoestima e pode desencadear uma série de transtornos, como o Transtorno Disfórmico Muscular, também chamado de Bigorexia ou Vigorexia.

Esse problema possui ligação direta com a criação de padrões estéticos inalcançáveis, especialmente divulgados dentro das redes sociais.

O que é a bigorexia?

dusan petkovic/iStock
Imagem de um homem durante exercício na academia - dusan petkovic/iStock

É um transtorno de imagem no qual a pessoa não enxerga o corpo da forma ideal, mesmo com músculos bem desenvolvidos, correndo atrás de soluções extremas e dietas perigosas.

Sintomas da Bigorexia:

  • Dietas restritivas para hipertrofia;
  • Treinos exaustivos, mesmo com dor ou lesão;
  • Uso de suplementos em excesso ou anabolizantes;
  • Insatisfação com a aparência;
  • Ansiedade social.

Tratamento

É importante ressaltar que o diagnóstico e tratamento adequado devem ser feitos por um profissional da área, como psiquiatras ou psicólogos.

Em geral, costuma envolver terapia cognitivo-comportamental e, em casos mais graves, necessitar de intervenção médica.

Além disso, contar com uma boa rede de apoio e reduzir o consumo de conteúdos que reforçam a ideia de "corpo perfeito" pode ser o pontapé inicial para a melhora da saúde mental.

VEJA TAMBÉM: MITOS e VERDADES da CREATINA: Faz BEM ou MAL para a SAÚDE?

Compartilhe

Tags