3 livros essenciais para compreender a religiosidade afro-brasileira
Essas obras oferecem uma visão profunda e diversa das religiões afro-brasileiras, ajudando a compreender, respeitar e valorizar suas tradições

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A religiosidade afro-brasileira é um campo vasto e multifacetado, que abrange práticas espirituais, culturais e filosóficas profundamente enraizadas na história do Brasil.
Para quem deseja se aprofundar nesse universo, essas três obras se destacam por suas profundidades, clarezas e relevâncias. Confira:
1. O Exu que habita em mim – Vagner Òkè
Neste livro, Vagner Òkè, pesquisador e sacerdote do Culto Tradicional Yorùbá, explora a figura de Exu, uma das divindades mais complexas e controversas do panteão africano e das religiões afro-brasileiras.
A obra apresenta Exu não apenas como um orixá, mas como um arquétipo que habita em cada um de nós, representando as encruzilhadas da vida e o movimento constante.
Òkè utiliza uma abordagem didática e elucidativa, baseada em narrativas orais transmitidas ao longo de gerações, para mostrar como os ensinamentos de Exu podem ser aplicados no cotidiano, promovendo autoconhecimento, transformação pessoal e espiritualidade.
2. A Ciência Encantada de Jurema – Marceki Leite
Marceki Leite apresenta neste livro uma análise profunda sobre a Jurema, uma planta sagrada utilizada em rituais de diversas tradições indígenas e afro-brasileiras.
A obra aborda a Jurema não apenas como um enteógeno, mas como um elemento central na cosmologia e espiritualidade de povos originários e comunidades afrodescendentes.
Leite explora a história, os usos ritualísticos e os significados simbólicos da Jurema, destacando sua importância na resistência cultural e religiosa frente ao processo de colonização e repressão.
3. Umbandas: Uma História do Brasil – Luiz Antônio Simas
Luiz Antônio Simas, historiador e praticante de umbanda, oferece uma visão abrangente e crítica sobre a umbanda e suas múltiplas manifestações no Brasil.
O livro é dividido em duas partes: "Poéticas do Encantamento", que explora as raízes ancestrais da umbanda, incluindo influências africanas, indígenas e católicas; e "Políticas do Encantamento", que analisa os processos de repressão, intolerância religiosa e resistência enfrentados pelos praticantes de umbanda.
Simas destaca a umbanda como um fenômeno cultural e religioso profundamente brasileiro, que reflete a diversidade e complexidade da sociedade nacional.