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Exposição "Tempo Vivo" mostra a vida que pulsa nas Instituições de Longa Permanência para Idosos do Recife

De 15 a 30 de outubro, Recife recebe a exposição "Tempo Vivo: a vida que floresce nas Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas"

Por Aisha Vitória Publicado em 13/10/2025 às 18:48

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De 15 a 30 de outubro, o Compaz Ariano Suassuna, no Recife, recebe a exposição “Tempo Vivo: a vida que floresce nas Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs)”, promovida pelo Centro de Desenvolvimento e Cidadania (CDC), por meio do Programa de Promoção dos Direitos da pessoa Idosa (PPDPI).

A abertura ocorrerá no dia 15, a partir das 15h.

Sobre a exposição

A exposição apresenta fotografias que registram o cotidiano de pessoas idosas institucionalizadas na capital pernambucana, desestruturando a visão estigmatizada das ILPIs como “lugares de fim”.

Cada imagem mostra momentos de dignidade, autonomia e afeto, refletindo o compromisso coletivo em transformar essas instituições em espaços de bem-estar e convivência.

Crescimento da população idosa

Segundo o Censo Demográfico 2022, o Brasil conta com 35 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que deve dobrar nas próximas décadas.

Até 2050, o país será o sexto do mundo com a maior população idosa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar desse crescimento, o cuidado com os idosos ainda enfrenta desafios, como o etarismo, a violência institucional e a falta de políticas públicas adequadas.

Inspiração para a exposição

A exposição é inspirada no projeto “Longevidade: Articulação e Promoção do Envelhecimento Ativo nas ILPIs do Recife”, iniciativa do CDC em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir).

O programa oferece oficinas, formações e assessorias técnicas para profissionais do cuidado, gestores e pessoas idosas, com o objetivo de qualificar o atendimento e fortalecer a rede de proteção social.

“As ILPIs não são espaços de fim, mas de recomeço. A vida ali segue pulsando, reinventando formas de liberdade. É preciso enxergar e valorizar isso”, afirma Juliene Tenório, coordenadora do PPDPI.

A mostra também convida o público a refletir sobre como queremos cuidar, proteger e respeitar quem chegou antes de nós, e sobre o tipo de sociedade que estamos construindo para o próprio envelhecimento.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC

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