Banco do Nordeste destina R$ 360 milhões a projetos de energia renovável no Nordeste
Recursos serão aplicados a partir de 2026 em obras de transmissão e distribuição; foco é ampliar eficiência e estabilidade do sistema elétrico
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O Banco do Nordeste (BNB) vai destinar R$ 360 milhões a partir do próximo ano para financiar projetos de transmissão e distribuição de energia renovável na região. O objetivo é ampliar a integração de fontes limpas à rede elétrica, fortalecendo a segurança e a modernização do setor.
Os recursos vêm do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Programa de Integração de Energias Renováveis dos Fundos de Investimentos Climáticos (CIF-REI), que somam US$ 67 milhões em aportes.
Confiabilidade e eficiência
O anúncio foi feito durante o evento "O Nordeste é um Brasil", realizado em Salvador (BA), com a presença do BID e do BNB. Segundo o presidente do banco, Wanger Alencar, o investimento vai contribuir para tornar o sistema elétrico da região mais confiável e eficiente.
"Queremos expandir a capacidade de transmissão e distribuição das redes elétricas na Região, que é grande geradora de energia limpa. Ao estimular o uso de tecnologias de modernização da rede, esperamos aumentar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro", afirmou.
Tecnologia e modernização
Com os novos recursos, o BNB ampliará as linhas de crédito voltadas ao setor elétrico, oferecendo condições financeiras mais atrativas. Os financiamentos contemplarão tecnologias inovadoras, como baterias, hidrogênio verde, redes inteligentes e automação, voltadas à eficiência e estabilidade da matriz energética.
As linhas de crédito atenderão empresas privadas interessadas em investir na modernização e digitalização da geração, transmissão, distribuição e armazenamento de energia renovável.
Sustentabilidade e desenvolvimento regional
O programa, chamado de Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste (CIF-REI/NE), integra o Plano de Investimentos do CIF-REI, desenvolvido em parceria com os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e Ciência, Tecnologia e Inovação, além do BID e do Banco Mundial.
A operação complementa o Programa de Desenvolvimento Produtivo da Região Nordeste (Prodepro), aprovado em 2023, e reforça o papel do BNB como agente de fomento a investimentos sustentáveis.
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