Jornada Bett Nordeste reúne 2,2 mil participantes e debate futuro da educação
Evento no Recife discutiu inovação, inteligência artificial, inclusão e diversidade, consolidando-se como referência no setor educacional do Nordeste

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A Jornada Bett Nordeste 2025, encerrada nesta quinta-feira (28) no Recife Expo Center, reuniu 2,2 mil participantes entre educadores, gestores e especialistas.
O evento contou com 40 empresas expositoras, mais de 60 palestrantes e 20 horas de programação, distribuídas em trilhas temáticas sobre inovação, metodologias ativas, políticas públicas e tecnologia.
Saúde emocional em pauta
Entre os destaques esteve a palestra “Socioemocional é saúde: o que a escola tem a ver com isso?”, mediada pelo professor Ricardo Rico, com participação do médico e apresentador Jairo Bouer e da psicóloga Rafaella Cursino.
Bouer chamou atenção para os impactos da pressão social nas novas gerações: “É preciso trabalhar a escuta ativa, a empatia e estratégias que ajudem os estudantes a lidar com suas emoções”, disse.
Na mesma linha, o professor Márcio Krauss defendeu que ambientes acolhedores são fundamentais: “Um sistema com profissionais adoecidos constrói indivíduos adoecidos”, afirmou.
Inteligência artificial e novas práticas
A trilha de Consciência trouxe a pergunta provocativa: “Será que a educação pública já perdeu a onda da Inteligência Artificial?”. O coordenador da UFPE Luciano Meira, a analista da Cesar School Tanci Simões e o professor da FGV Alexandre Schneider discutiram os impactos da IA nos currículos e métodos de ensino.
“A adoção da IA exige intencionalidade pedagógica, formação docente e mudanças profundas na forma de ensinar e aprender”, destacou Meira.
Inclusão e convivência
A influenciadora Raquel Camara Cabral, mãe de um menino com síndrome de Down, emocionou o público ao compartilhar sua experiência no painel “Cabe todo mundo no mundo”.
“A inclusão não é um favor, é um direito. Quando entendemos isso, conseguimos construir um mundo onde todos caibam”, afirmou.
A fala foi reforçada por Isabelle Mendonça, do grupo T21 Pernambuco, que destacou a importância de dar visibilidade às famílias e promover diversidade no ambiente escolar.
Educação financeira com ludicidade
No painel “Dinheiro na Escola: como falar de educação financeira de forma que faça sentido?”, a educadora financeira Malu Lira defendeu o uso de histórias e linguagem lúdica para aproximar os estudantes do tema.
“O dinheiro não deve ser visto como vilão nem herói, mas como recurso para cada estudante alcançar seus sonhos”, disse.
Impacto e conexões
Para a diretora de conteúdo da Bett Brasil, Adriana Martinelli, a Jornada reforça o papel do Nordeste como polo de debates sobre educação.
“O evento é uma oportunidade de conectar profissionais, promover debates e apresentar soluções que impactam diretamente a aprendizagem”, afirmou.