Em Porto de Galinhas, startup pernambucana transforma turismo em aliado da proteção de corais
Biofábrica apresenta experiências guiadas com participação em atividades educativas, monitoramento ambiental e ações de regeneração dos corais
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No auge do verão, quando milhares de turistas visitam o balneário de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no litoral Sul de Pernambuco, a startup pernambucana Biofábrica de Corais aposta no turismo regenerativo como estratégia para proteger os recifes de coral e educar visitantes sobre a preservação dos oceanos.
A Biofábrica apresenta experiências turísticas guiadas que vão além do lazer: os visitantes participam de atividades educativas, monitoramento ambiental e ações práticas de regeneração dos corais, contribuindo diretamente para a conservação dos ecossistemas marinhos durante a estação mais crítica do ano.
“Nós sabemos que nesta época do ano o fluxo turístico em Porto de Galinhas é intenso e isso pode causar um impacto nocivo aos recifes de coral, que são um ecossistema essencial para a vida marinha e que têm sofrido ao longo dos últimos anos as consequências do aquecimento global e poluição dos oceanos. Nós aplicamos uma metodologia própria baseada na recuperação dos corais a partir do turismo regenerativo como tendência global aplicada à realidade pernambucana”, explica o CEO da Biofábrica de Corais, Rudã Fernandes.
A startup pernambucana conta com um time de 20 especialistas, além de guias e pesquisadores focados no manejo e regeneração dos corais. Desde 2022, quando a empresa iniciou suas operações em turismo regenerativo, 392 turistas já participaram das experiências oferecidas pela startup: Propósito Recifal, Imersão Oceânica, Despertar Coralíneo, Liberdade Azul e Adoção de Corais, que resultaram na recuperação de 2.220 corais.
A Biofábrica de Corais é signatária da Declaração de Glasgow para Ação Climática mais de 300 entidades, defende, entre outras ações, a adoção de padrões de consumo e produção sustentáveis, considerando não apenas o valor econômico, mas também a regeneração dos ecossistemas, biodiversidade e comunidades, de forma justa e inclusiva.