Petroleiros rejeitam nova proposta e greve na Petrobras entra no 8º dia
Estatal apresentou 4ª contraproposta neste domingo (21). Categorias pedem solução para déficit na Petros e isonomia para subsidiárias.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
A greve nacional dos trabalhadores da Petrobras continua e entra em seu oitavo dia nesta segunda-feira (22). Representantes sindicais informaram que a categoria rejeitou a quarta contraproposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela estatal.
Tanto a Federação Única dos Petroleiros (FUP) quanto a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) consideraram que os termos não atendem integralmente às reivindicações dos trabalhadores da ativa e aposentados.
Impasse e Reivindicações
A reunião entre a empresa e as entidades ocorreu no domingo (21). A FUP, embora tenha visto "avanços significativos", condiciona o acordo a garantias específicas:
- Aplicação da proposta para todas as subsidiárias;
- Compromisso de não desconto dos dias parados;
- Isonomia entre trabalhadores dos terminais de Coari e Urucu (AM);
- Garantia de hospedagem para trabalhadores offshore.
Outro ponto central é a exigência de uma carta-compromisso para solucionar os déficits do fundo de pensão da categoria, a Petros.
Já a FNP e o Sindipetro-NF classificaram os números como insuficientes, citando a "lucratividade recorde da empresa e os dividendos distribuídos aos acionistas".
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O que foi oferecido
Segundo as entidades, a Petrobras propôs a vigência de dois anos para o acordo, com um ganho real de apenas 0,5% na Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) para 2025 e 2026. A oferta incluiu ainda um abono de 1,6 remunerações, parcelado em março e setembro de 2026.
Em nota, a Petrobras afirmou ter feito ajustes "contemplando avanços nos principais pleitos sindicais", sem detalhar as mudanças.