Estudante de medicina investigado por vazar questões do Enem anuncia que vai trancar a faculdade
Edcley Teixeira da Silva anunciou em seu Instagram que ainda vai dar aulas de monitoria, mas não continuará na faculdade de medicina
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O estudante de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Edcley Teixeira da Silva, investigado por suspeita de vazamento de questões do Enem, anunciou que vai trancar a faculdade de medicina pelos próximos seis meses.
A informação foi divulgada pelo próprio Edcley em uma postagem nas redes sociais, na qual afirmou que seguirá atuando apenas com as monitorias online que já oferece aos candidatos ao exame.
Com mais de 37 mil seguidores no Instagram, Edcley escreveu que, apesar de a medicina ser uma vocação pessoal, decidiu priorizar a área educacional nesse momento.
“Meu coração bate pela medicina, mas agora o chamado é pela educação”, afirmou.
O estudante não detalhou os motivos que o levaram a suspender temporariamente o curso. A decisão ocorre em meio à polêmica envolvendo a antecipação das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Entenda o caso
Em novembro, participantes da prova denunciaram que perguntas apresentadas por Edcley durante uma live no YouTube eram praticamente idênticas às que caíram no exame oficial, com enunciados, comandos, números e estrutura semelhantes, variando somente a ordem das alternativas.
Edcley Teixeira relatou que o algoritmo desenvolvido usava um método de “engenharia reversa”, que analisava provas anteriores e formulava questões com base nisso.
Ele também cita que buscou artigos científicos produzidos por profissionais selecionados para revisar e elaborar as questões do exame.
Após a repercussão do caso, O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anulou as três questões que estariam semelhantes às que foram divulgadas pelo estudante.
A decisão foi tomada após análises da equipe técnica da comissão assessora responsável pela montagem do exame, que identificou “similaridades pontuais” entre itens divulgados nas redes sociais e questões do Enem 2025.
Além disso, a Polícia Federal (PF) instaurou um procedimento para investigar a possível divulgação indevida de questões.