Notícias | Notícia

Padrasto é condenado a 30 anos por envenenar enteado de 16 anos no Recife

Crime aconteceu em 2014; réu confessou ter colocado veneno em cachorro-quente oferecido ao adolescente durante a convivência familiar no Recife

Por JC Publicado em 09/03/2026 às 20:28 | Atualizado em 09/03/2026 às 20:30

Clique aqui e escute a matéria

O manobrista e controlador de pragas Rubens Gomes de Oliveira foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato do enteado, Diego Francisco de Oliveira, de 16 anos, envenenado em setembro de 2014 no Recife. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (9), no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro da capital pernambucana.

Familiares e amigos da vítima acompanharam o julgamento usando camisas em homenagem ao adolescente. Bastante emocionada, a avó de Diego disse que aguardava a decisão da Justiça há quase 12 anos.

“Muito sofrimento, muita dor, muita tristeza, principalmente da minha filha. Eu tenho que estar acompanhando ela, tenho que dar os medicamentos. Ontem eu completei 75 anos. Não é possível que esse presente eu não tenha hoje”, afirmou.

De acordo com a acusação, Rubens Gomes de Oliveira ofereceu um cachorro-quente ao enteado com veneno. Diego morreu após ingerir o alimento.

Uma das primas da vítima relatou que encontrar o réu no tribunal foi difícil para a família.

“Muita raiva, principalmente porque lá embaixo ele riu pra gente. Um deboche. Ele não se arrepende. Hoje ele matou minha tia. Minha tia tá viva, mas ela tá morta”, disse.

Durante o julgamento, a mãe de Diego foi a primeira e única testemunha a ser ouvida no processo diante da juíza e dos sete jurados, seis mulheres e um homem. Em determinado momento do depoimento, ela se desesperou e tentou avançar contra o réu.

Rubens Gomes de Oliveira já havia sido condenado a mais de 20 anos de prisão pela morte da filha e irmã de Diego, Bianca Evelyn dos Santos, de oito anos. A menina também morreu envenenada após ingerir um cachorro-quente durante um passeio com o pai, dois meses depois da morte do irmão, em 2014.

A defesa afirmou que, apesar de o réu ter confessado o crime, buscava garantir que a pena fosse aplicada conforme prevê a legislação.

“O papel da defesa hoje é garantir que Rubens tenha um julgamento de acordo com o que prevê a lei penal e a lei processual penal e que a dosimetria da pena seja calculada de acordo com a reprovabilidade do ato”, declarou o advogado.

Ao final do júri, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Rubens Gomes de Oliveira, fixando a pena em 30 anos de prisão.

Compartilhe

Tags