A Casa do Dragão apresentou discretamente o pior vilão de Game of Thrones desde Joffrey
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Se tem algo que Game of Thrones sempre soube fazer, é criar vilões tão detestáveis que até hoje o fandom sente calafrios só de lembrar. Joffrey, Ramsay, Cersei.Westeros nunca foi gentil com ninguém.
Mas A Casa do Dragão decidiu ir por outro caminho: apresentar um vilão silencioso, paciente, manipulador, e ainda mais perigoso do que parece. Quem diria que o maior monstro seria justamente alguém que quase passa despercebido?

O vilão que destrói tudo ao redor
O mundo de Westeros sempre foi recheado de figuras cruéis, mas poucas conseguem ser tão venenosas quanto Otto Hightower. O curioso? Ele não precisa levantar um dedo. Basta uma palavra sussurrada no ouvido certo.
Otto se aproveita do reinado pacífico de Viserys, um rei frágil e ansioso por evitar conflitos. Cada decisão do monarca se torna uma oportunidade para Otto enfiar mais um dedo nos mecanismos do poder. E, no fim, quem realmente governava o reino?
A única pessoa que percebe a teia de intrigas é Daemon, e justamente por isso se torna o maior alvo de Otto. O Hand planta suspeitas, manipula rumores e transforma o príncipe em inimigo público. Daemon é impulsivo, claro, mas Otto sabe distorcer qualquer verdade.

O crime original: como Otto sacrificou a própria filha
O que diferencia Otto dos vilões clássicos de Westeros? Simples: nenhum deles sacrificou sua filha como peça de xadrez. E isso muda tudo. Quando a rainha Aemma morre, Otto não hesita, ele vê uma chance. Uma porta aberta para o Trono. E decide empurrar Alicent para dentro dela, quer ela queira ou não.
Alicent, apenas uma menina de 15 anos, é enviada para “confortar” o rei. Com o vestido da mãe. Com instruções específicas. Com um objetivo: torná-la rainha. Como não sentir arrepio ao imaginar essa cena? Você consegue imaginar o que se passava na cabeça dela?
Otto transforma a própria filha em moeda de troca política, sem se importar com o trauma, o peso ou a responsabilidade que isso lançaria sobre os ombros dela. É como se para ele Alicent fosse só um contrato ambulante. O preço dessa escolha ecoa por todo o continente. Alicent perde a infância, a amizade com Rhaenyra e a própria identidade, e tudo isso se transforma em ressentimento.

Otto Hightower criou o próprio monstro
Criada para obedecer, ela aprende com o pai que poder é conquistado pela manipulação, e começa a repetir os padrões que a destruíram. O mais trágico é perceber como tudo poderia ser diferente. Alicent se torna instrumento da guerra. Ela aprova, consente ou ignora decisões que resultam em morte, inclusive as que atingem a família Strong e, mais tarde, Lucerys.
É chocante perceber que, em algum ponto, aquela menina doce desaparece, e surge uma rainha amarga, moldada pela crueldade do pai. É assustador quando uma vítima vira peça fundamental do ciclo de violência, não é? Os filhos de Alicent absorvem a mesma lógica.
Aemond cresce obcecado, ressentido, inflamado por anos de tensão. E o ataque fatal contra Lucerys se torna o estopim definitivo da guerra entre Verdes e Negros. E tudo isso porque Otto queria sentar mais perto do Trono. Valeu a pena?

O vilão que derrota até os mais óbvios
Se Ramsay era o sadismo e Joffrey era o caos, Otto é algo mais profundo: é a banalidade do mal. Ele opera em silêncio, se move paciente como uma cobra e destrói vidas inteiras enquanto mantém a postura impecável de um lorde respeitável. Isso te soa familiar?
Comparado a Criston Cole, Otto faz o cavaleiro parecer um estagiário do mal. Criston age por impulso, por paixão ferida, por birra. Otto, por outro lado, age com método. Calcula cada respiração. Cada sussurro. Cada morte.
E aí você percebe: o pior vilão não é aquele que grita. É o que sorri educadamente enquanto te apunhala pelas costas. O destino final de Otto, uma morte rápida no campo de batalha, parece quase suave perto de tudo o que ele causou. Já Alicent, coitada, recebe o castigo que ele devia ter recebido: perde tudo, enlouquece, morre sozinha.
A Casa do Dragão está disponível no HBO Max.
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