Crítica: Zootopia 2 mostra que Disney ainda sabe fazer grandes continuações

Por Observatório do Cinema Publicado em 26/11/2025 às 20:05

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Zootopia 2 era aquele tipo de anúncio que não mexia comigo. Não porque o original fosse ruim, longe disso, mas porque sempre enxerguei o primeiro filme como algo fechado, redondinho, que não pedia continuação.

Então, quando sentei na poltrona do cinema, confesso: eu estava pronto para ver “mais do mesmo”. Só que, para minha surpresa, Zootopia 2 faz justamente o contrário. Ele pega tudo aquilo que funcionou em 2016, expande, aprofunda e apresenta novos elementos que dão uma cara totalmente nova ao universo. E aí vem a parte boa: funciona melhor do que eu esperava.

A maturidade da sequência

A forma como o filme abre já indica outra vibe. Judy e Nick estão mais experientes, mas também mais falhos, e o longa abraça isso com humor e franqueza. A decisão de colocar os dois em terapia de dupla não só rende boas risadas, como também dá o tom do filme: Zootopia 2 está interessado em relações reais, em personagens que carregam problemas emocionais, e não apenas em mistério policial.

A terapia funciona como ponto de partida para a nova aventura que, sem entrar em spoilers, envolve uma investigação que cresce muito mais do que parece. Esse equilíbrio entre comédia, vulnerabilidade e caos policial é o que torna a abertura tão eficiente. O filme já te prende ali, antes mesmo do caso engrenar de verdade.

A expansão para o mundo dos répteis

O grande destaque entre os novos personagens é Gary, a Cobra (dublado por Danton Mello). Ele é carismático, imprevisível e surge bem no centro da nova investigação. O filme usa Gary para introduzir algo que o primeiro Zootopia só sugeria: a cidade não é tão integrada quanto parecia.

Pela primeira vez, vemos répteis entrando em cena, cobras, lagartos e outros animais que viviam à margem da história. E isso traz uma nova critica social, mostrando uma nova comunidade com jeitos, medos e hábitos diferentes, que Judy e Nick nunca tinham visto.

E o melhor é que o filme não trata a exclusão, o apagamento histórico e convivência e preconceito entre espécies sem perder leveza. Ele não tenta fazer um discurso pesado, mas também não suaviza o que precisa ser mostrado, dando aquela sensação gostosa de descoberta e é difícil não querer ver mais disso.

Zootopia 2

Uma Disney que parece reencontrar o rumo em Zootopia 2

O maior mérito de Zootopia 2 é não tentar “repetir” o primeiro filme. Ele expande o universo, aprofunda personagens que já funcionavam e adiciona novidades que fazem sentido dentro da cidade. As novas áreas, os novos animais e as tensões dão ao filme uma dimensão maior.

O filme tem humor consistente, ritmo bom e uma química perfeita entre os protagonistas. E, acima de tudo, tem propósito.

Quando os créditos sobem e surge a cena pós-créditos (sim, ela existe), a sensação que fica é: “ok, agora eu quero um terceiro filme”. E isso, pra uma sequência lançada quase dez anos depois do primeiro filme já diz tudo.

Zoootopia 2 estreia dia 27 de novembro exclusivamente nos cinemas.






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