Pernambuco leva 10 marcas à Brasil BioMarket e reforça protagonismo dos pequenos negócios sustentáveis na COP30
A vitrine, que funciona como uma grande mostra criativa dos seis biomas brasileiros, reúne 900 produtos de 250 pequenos negócios
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A força dos pequenos empreendedores pernambucanos ganhou destaque na COP30, em Belém, com a participação de 10 marcas do estado na Brasil BioMarket, loja colaborativa do Sebrae que reúne iniciativas de bioeconomia de todo o país.
A vitrine, que funciona como uma grande mostra criativa dos seis biomas brasileiros, reúne 900 produtos de 250 pequenos negócios e coloca Pernambuco em evidência como referência em produção responsável, inovação e identidade regional.
As marcas pernambucanas selecionadas apresentam desde artesanato e moda até biojoias e acessórios produzidos com foco em impacto socioambiental.
Entre elas está a Palmeiral Arte Sustentável, de Porto de Galinhas (Ipojuca), que desde 2004 transforma o descarte do coco em peças de design.
O ateliê, que mobiliza uma rede de mulheres para a confecção dos acessórios, utiliza o endocarpo do coco para criar brincos, colares e objetos com baixo impacto ambiental.
Outro destaque é a Moa Moema Cardoso, marca recifense que aposta em técnicas manuais como crochê, macramê e tricô para desenvolver bolsas e roupas de forte identidade visual.
A criadora, Moema Cardoso, combina produção local e estética refinada em peças que mesclam fios, metais e tecidos em composições artesanais.
A Golpe Store, criada em 2018 por Nara Vila Nova, também representa o estado. Conhecida por unir moda e ativismo, a marca transforma pautas sociais — como direitos humanos, diversidade, meio ambiente e inclusão — em estampas. Na COP30, exibe peças que enfatizam sustentabilidade, povos originários e soberania nacional.
A Proa Moda Autoral completa o grupo de destaques. Camila Lemos, uma das responsáveis pela marca, explica que a participação na Brasil BioMarket surgiu da afinidade da Proa com os temas da conferência, especialmente sustentabilidade e bioeconomia.
Para Belém, a marca levou estampas inspiradas na Amazônia — como Grande Mãe, Régia e Helicônia — além de criações que remetem à cultura nordestina, como Terramor e Luar do Sertão.
Também integram a seleção pernambucana as marcas Woden Greens, Banan Store, Agender, Do Meu Fluir, Barros da Terra e Raízes por Elas, reforçando a diversidade criativa do estado. Os produtos podem ser encontrados na Brasil BioMarket até 21 de novembro, com entrada gratuita.
Apoio e logística para participação pernambucana
Para garantir a presença das marcas na COP30, o Sebrae/PE orientou empreendedores durante o processo seletivo e assumiu o envio das peças ao Pará. Segundo a gestora de Promoção de Mercados do Sebrae/PE, Maria Eduarda Rocha, o suporte logístico foi decisivo.
“Muitos empreendedores não teriam condição de arcar com os custos de envio. Ajudamos a viabilizar a participação de quem já atua com produtos alinhados à temática da conferência”, afirma.
Brasil BioMarket: onde visitar
A loja colaborativa opera em dois espaços da COP30: na Green Zone, aberta ao público, e na En-Zone, estrutura do Sebrae dedicada ao empreendedorismo, localizada na Travessa Rui Barbosa, 200 (Reduto).
Juntas, as duas áreas funcionam até 21 de novembro, das 8h às 22h (Green Zone) e das 16h às 22h (En-Zone). Apenas nos dois primeiros dias, o espaço já registrou R$ 100 mil em vendas.
Sebrae na COP30
Com um estande de 400 m² instalado na Green Zone, o Sebrae transformou sua participação na conferência em uma experiência imersiva inspirada na Amazônia.
O espaço reúne programação cultural, exibição de webséries e documentários no “PedaCine do Brasil”, degustações de ingredientes regionais e áreas de networking — tudo pensado para conectar empreendedores, investidores e lideranças da bioeconomia até 21 de novembro, sempre das 9h às 20h.
A instituição também montou a En-Zone no Parque Belém Porto Futuro e coordena outras ativações pela capital paraense ao longo da conferência.