Quedas domésticas em idosos: Risco silencioso e prevenção essencial
Quedas em casa são hoje grande causa de internações entre idosos;prevenção exige ajustes no ambiente, fortalecimento muscular e apoio multidisciplinar
No quadro Etiqueta Social, do programa Balanço de Notícias na Rádio Jornal, especialistas alertam para um risco silencioso que ameaça a saúde da população idosa: as quedas dentro de casa. Hoje, esses acidentes figuram entre as principais causas de internação e mortalidade em pessoas acima de 60 anos, revelando um problema de saúde pública que exige prevenção, adaptações no ambiente doméstico e cuidados contínuos.
O perigo dentro de casa
As quedas — especialmente as chamadas “da própria altura” — estão entre as principais causas de internação hospitalar em pessoas com mais de 60 anos.
Segundo o ortopedista Dr. Fernandes Arteiro, esses episódios ocorrem, em grande parte, dentro do próprio lar, muitas vezes à noite, quando o idoso se levanta para ir ao banheiro.
Pequenos hábitos, como dormir de meias devido ao frio nos pés, podem se transformar em grandes riscos: escorregões que levam a fraturas graves, especialmente de fêmur, tornozelo, punho e ombro.
Uma fratura de fêmur, por exemplo, é considerada um evento crítico em geriatria — muitos pacientes sobrevivem apenas um ano após o acidente, o que reforça o caráter de saúde pública dessa questão.
Fraturas na coluna e complicações
O especialista em coluna Dr. Ayron Ferraz destaca que, nas quedas, fraturas na transição entre a coluna torácica e lombar são frequentes, com intenso quadro de dor. Embora a maioria dos casos possa ser tratada sem cirurgia, fraturas proximais do fêmur exigem intervenção imediata — idealmente em 24 a 48 horas — para evitar perda de mobilidade e massa muscular, fatores que aumentam drasticamente a mortalidade.
Casa Segura: prevenção começa no ambiente
A Sociedade Brasileira de Ortopedia recomenda a adaptação do lar para reduzir riscos. Entre os principais dispositivos de segurança estão:
- Tapetes antiderrapantes
- Corrimãos em corredores e banheiros
- Barras de apoio fixas ou de ventosa para banho
- Iluminação adequada, especialmente à noite
- “Investir em prevenção evita fraturas, hospitalizações e o sofrimento da família”, reforça Dr. Arteiro.
Músculos: o verdadeiro protetor do idoso
A dor articular em idosos, muitas vezes atribuída ao envelhecimento, está diretamente ligada à perda de cartilagem e musculatura. Para o Dr. Airon Ferraz, não há dúvida:
“Cientificamente, o que mais traz melhora é o reforço muscular.”
A partir dos 70 anos, a perda de massa muscular (sarcopenia) e óssea acelera. Idosos fisicamente ativos têm mais reflexo, equilíbrio e menor índice de quedas. Já os sedentários, que passam o dia sentados, perdem estabilidade e caem com mais facilidade.
Mulheres na menopausa devem monitorar rigorosamente a densidade óssea para prevenir osteoporose.
Cuidado integral: corpo, mente e rotina
Tanto Dr. Arteiro quanto Dr. Ayron defendem o cuidado com o idoso por meio de uma equipe multidisciplinar, incluindo clínico geral, geriatra e nutricionista.
A alimentação deve ser rica em proteínas e ajustada conforme doenças como diabetes ou insuficiência renal. O sono também é parte do tratamento — casos de insônia e apneia precisam ser identificados.
A família tem papel decisivo, ajudando na adaptação do ambiente e respeitando os limites do idoso sem infantilizá-lo.
Acompanhe o episódio na íntegra
Para saber mais sobre os avanços no tratamento das fraturas, dúvidas sobre suplementos como o colágeno e estratégias de reabilitação, ouça o episódio completo do Consultório do Rádio Livre.
*Texto escrito com auxílio de inteligência artificial, com base em conteúdo original da Rádio Jornal, e sob supervisão e análise de jornalistas profissionais.