Crise no Futebol Brasileiro: Desemprego e planos da CBF agitam os bastidores
Enquanto 2.520 profissionais perdem o emprego antecipadamente, CBF planeja reformular calendário de 2026 com Série D ampliada e estaduais reduzidos

O comentarista Ralph de Carvalho trouxe à tona um grave problema do futebol brasileiro: o desemprego precoce de milhares de profissionais. Com o encerramento antecipado de diversas competições, muitos jogadores e membros de comissões técnicas ficam sem ocupação meses antes do fim do ano.
"A gente chega a 2.520 profissionais sem emprego a meses do final do ano do mês de dezembro. Isto aqui 2.520 jogadores e técnicos", afirma Ralph de Carvalho. Ele explica que, especialmente nas Séries C e D, os clubes contratam até a última data de jogos da competição, sem estender os vínculos até o final do ano. Embora os clubes se livrem do pagamento, deixam de faturar, e os jogadores perdem sua fonte de renda.
CBF anuncia mudanças para 2026: Entre expectativas e realidade
O presidente da CBF, Samir Xaud, divulgou planos para o calendário de 2026, visando resolver questões estruturais do futebol nacional, com foco nas Séries C e D.
Entre as mudanças propostas, já está sacramentada a redução do número de datas nos campeonatos estaduais de 16 para 11. Pernambuco, por exemplo, já se adequou, diminuindo o número de clubes participantes de 14 para 8, para se enquadrar no planejamento da CBF.
Outras alterações ainda dependem de aprovação, como:
- A alteração no formato da Copa do Brasil.
- A troca de duas vagas na fase preliminar da Libertadores por uma vaga direta na fase de grupos.
- A ampliação da Série D para 96 clubes, uma sugestão do Conselho Nacional de Clubes, que faria "156 clubes terem calendário anual nas quatro divisões do futebol brasileiro", se ocorrer já em 2026. A ideia de uma quinta divisão (Série E) não foi aceita.
O novo calendário nacional, com as alterações significativas, será divulgado no início de outubro. O formato da Série D com 96 equipes manteria o modelo de mata-mata, já que os clubes menores alegam que pontos corridos gerariam desinteresse por falta de investimento e atração de torcedores.
No entanto, mesmo com o aumento no número de clubes, Ralph de Carvalho é cético quanto à estabilidade profissional: "Aquilo que eu falei agora dos jogadores perderam o emprego no meio do ano, não vai mudar. A competição vai aumentar de tamanho... mas não vai ter garantia de jogo, digamos, mais do que tem hoje." Ele conclui que "a sustentação do profissional de janeiro a dezembro ainda não vai acontecer no futebol brasileiro. Isso é uma coisa profundamente desagradável".
O Caso Central e a Federação Pernambucana
O Central anunciou que buscará na justiça uma vaga no Campeonato Pernambucano da Série A1 de 2026. Ralph de Carvalho conversou com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, que está na CBF no Rio de Janeiro. Segundo o presidente, a CBF agora tem uma política de "mandar para a justiça" os clubes que reclamam, para evitar dores de cabeça.
O dirigente da federação, no entanto, é cético quanto às chances do Central: "Ele disse que aconselhou o Central a entrar na justiça, porque é uma política agora da CBF. Todo clube que chega reclamando manda para a justiça, porque aí não tem dor de cabeça. A CBF não vai se preocupar com ele. É o que a justiça disser". O presidente da Federação acredita que o Central "não vai conseguir lograr êxito", pois a redução para oito clubes foi exigida pela CBF e aprovada pelos próprios clubes em conselhos arbitrais.
Para uma análise completa e detalhada desses e outros assuntos que afetam o futebol nacional, ouça a íntegra da opinião de Ralph de Carvalho.
*Texto escrito com auxílio de inteligência artificial, com base em conteúdo original da Rádio Jornal, e sob supervisão e análise de jornalistas profissionais.