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Apuração aponta contrato milionário entre Banco Master e escritório da esposa de Moraes

Documento encontrado no celular do dono do banco indicava pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes

Por JC Publicado em 09/12/2025 às 17:28

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A colunista Malu Gaspar, de O Globo, revelou que um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais por três anos.

O total estipulado chegaria a R$ 129 milhões, caso o acordo fosse cumprido integralmente.

Segundo a apuração, o documento com esses valores foi encontrado no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, durante a operação Compliance Zero da Polícia Federal, que prendeu o executivo em novembro. O Master foi posteriormente liquidado, o que extinguiu o contrato.

O que apontam os documentos obtidos pela PF

De acordo com a coluna, o contrato determinava que o escritório Barci de Moraes representasse o banco “onde fosse necessário”, mediante remuneração fixa pelos 36 meses a partir do início de 2024.

O valor total, entretanto, não teria sido integralmente pago, já que o banco entrou em liquidação antes do fim do período.

Ainda assim, a colunista destaca que as mensagens obtidas pela investigação mostram que os repasses ao escritório da advogada eram tratados como prioridade interna. Vorcaro deixava claro que os desembolsos para Viviane eram prioridade para o Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma.

O escritório também conta com a participação dos filhos do casal, segundo o jornal.

Situação judicial de Daniel Vorcaro

Vorcaro havia sido preso sob suspeita de fraudes envolvendo operações bilionárias de crédito. A investigação aponta que o banco teria criado carteiras falsas e utilizado uma empresa de fachada para adquirir créditos de dívidas que somavam R$ 12,2 bilhões, revendidos ao BRB.

Doze dias após a prisão, o empresário foi solto por decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento de medidas restritivas.

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