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'Era bom extinguir ministérios e criar o da Segurança Pública', dispara Tarcísio de Freitas

Em audiência na Câmara, governador de SP sugeriu cortar pastas para criar Ministério da Segurança; Mendonça Filho apresenta parecer nesta quarta.

Por JC Publicado em 02/12/2025 às 16:43

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*Com informações do Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. As declarações foram dadas nesta terça-feira (2), durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Em sua fala, Tarcísio sugeriu uma reforma administrativa para priorizar o combate ao crime. "Ao invés de ter 40 ministérios, era bom extinguir um monte deles e criar o Ministério da Segurança Pública", afirmou.

Para o governador, o governo federal demorou a reagir na área de segurança e só apresentou propostas após alertas de "marqueteiros" sobre a queda de popularidade. Ele classificou o texto enviado pelo Executivo como insuficiente.

Críticas ao PT e Alckmin

Tarcísio também rebateu deputados e direcionou críticas indiretas ao vice-presidente e ex-governador paulista, Geraldo Alckmin (PSB), ao falar sobre o crescimento de facções criminosas.

"O pessoal falou de exportação de grupo criminoso e eu pergunto: em que período da história o PCC e o Comando Vermelho cresceram como cresceram?", indagou. "Quem era o governador de São Paulo naquele tempo? E por que essas pessoas, que passaram por lá, nunca conseguiram resolver o problema da Cracolândia?", completou, afirmando que sua gestão foi responsável por acabar com a concentração de usuários no centro de SP.

O chefe do Executivo paulista ainda listou escândalos de corrupção passados, como o Mensalão e o Petrolão, para atacar a base governista.


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Mendonça Filho apresenta relatório

O deputado federal Mendonça Filho (União-PE), relator da PEC da Segurança Pública, anunciou que apresentará seu parecer aos líderes da Câmara nesta quarta-feira (3).

Mendonça adiantou que o texto deve ser "ousado, consistente e duro". Uma das principais medidas que devem constar no relatório é a "progressão zero" para líderes de facções criminosas, impedindo que eles migrem para regimes de cumprimento de pena mais leves.

O parlamentar pernambucano trabalha para que a proposta seja votada no plenário até o dia 20 de dezembro, antes do recesso legislativo. "O que não for [consensual] a gente vota", indicou Mendonça.

Sobre temas polêmicos como redução da maioridade penal e prisão perpétua, o relator reconheceu que há pedidos de deputados para incluir os debates, mas lembrou que a maioridade já foi analisada anteriormente pela Casa.

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