Sem acordo quanto a atrasos no Minha Casa Minha Vida, manifestantes montam acampamento em frente à superintendência da Caixa
Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho cobra agilidade no sistema habitacional; cerca de 300 famílias aguardam análise de projetos travados
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A falta de avanço nas negociações com a Caixa Econômica Federal levou o Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT) a ampliar o protesto iniciado na manhã desta quinta-feira (12).
Representantes do grupo sentaram à mesa com a representação do banco no Recife, mas afirmaram que o diálogo não apresentou soluções concretas para os atrasos na liberação de recursos habitacionais.
Diante do impasse, as cerca de 300 famílias decidiram montar um acampamento e passar a noite em frente ao prédio da superintendência da instituição, no bairro de Santo Amaro.
O estopim para a escalada do protesto é a instabilidade na Plataforma Atender Habitação. O sistema é a ferramenta oficial para o andamento de projetos do programa Minha Casa Minha Vida – modalidade Entidades, formato focado em grupos organizados em associações, cooperativas e movimentos sociais.
Projetos paralisados e reivindicações
De acordo com a liderança do MLTT, quatro grandes projetos habitacionais ligados ao grupo encontram-se travados desde outubro do ano passado por falhas sistêmicas e burocráticas no portal da Caixa. A demora impede a habilitação das propostas e, consequentemente, o início da construção das moradias para a população de baixa renda.
“O direito à moradia não pode esperar. São famílias que lutam há anos por uma casa digna e continuam enfrentando erros e atrasos no sistema da Caixa”, afirma a coordenação do movimento.
Em nota, a Caixa informa que recebeu os representantes de entidades organizadoras nesta quinta-feira (12), na sede da Superintendência do banco, no Recife, com presença de equipe técnica do banco, para tratar das reivindicações do movimento referente às melhorias nos programas de moradia popular com participação do banco enquanto agente executor.
"Cabe ressaltar que as diretrizes do Programa estão estabelecidas pelo Ministério das Cidades conforme cronograma publicado no site (link: https://www.gov.br/cidades/pt-br/assuntos/minha-casa-minha-vida-selecoes/mcmv-entidades-1), por meio do qual as entidades organizadoras têm até o dia 17/03/2026 para interpor recurso. O banco mantém contato permanente com todos os entes do setor habitacional, atuando em parceria com os entes públicos (municipal, estadual e federal) na busca pela redução do déficit habitacional".