Voz do Leitor, 01/08: Asfalto de avenidas do Recife danificado devido a obras
A denúncia do leitor da coluna ocorre no cruzamento das Avenidas Norte com a João de Barros, no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife
Clique aqui e escute a matéria
Asfalto de avenidas do Recife danificado devido a obras
Alô, Emlurb. Após a realização de algum serviço - não sei o órgão que esteve à frente -, deixaram o asfalto do cruzamento das Avenidas Norte com a João de Barros, no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife, completamente esburacado. O local, que em dias normais, é de altíssimo fluxo de veículos, está pior do que nunca, já que os motoristas são obrigados a reduzirem a velocidade consideravelmente para não danificarem seus veículos e/ou sofrerem um acidente. Peço que refaçam o recapeamento asfáltico do referido local.
Fabrício Menezes, por e-mail
Inversão de prioridades na Segurança Pública
Na edição de 29/07/2026, o Jornal do Commercio trouxe duas notícias que chamam a atenção. Enquanto a Polícia Militar escoltará a torcida do Santa Cruz até a divisa de Pernambuco com a Paraíba, a coluna de Segurança informou que ao menos 53 pessoas foram baleadas durante assaltos na Região Metropolitana do Recife. Não seria mais justo reforçar o policiamento para proteger quem trabalha, estuda e enfrenta diariamente a violência nas ruas, nos semáforos e nos bairros? As torcidas organizadas são conhecidas pelos frequentes episódios de violência. Não estou generalizando, é claro que há exceções. No meu entendimento, representa uma inversão de prioridades mobilizar um efetivo policial para escoltar um grupo de torcedores por mais de 60 quilômetros.
Silvio Romero, por e-mail
Ações que pioram o trânsito
A cidade do Recife precisa de novas vias que façam o trânsito fluir e não piorar o fluxo das avenidas que já têm. A Prefeitura não percebe que a cidade é problemática de trânsito... E, como se não bastasse, a maioria das ações são para piorar ainda mais a mobilidade urbana. Basta tirar um dia rodando a capital pernambucana para ver: sinais dessincronizados, obras inacabadas, falta de agentes de trânsito para organizar as vias - principalmente nos horários de pico -, sem falar no péssimo serviço de transporte público, obrigando a população a recorrer aos seus veículos particulares e/ou o serviço de motorista por aplicativo, aumentando o caos na cidade.
Bruno Albuquerque, por e-mail
Trânsito na BR-101
Transitar na BR-101 Norte, entre os municípios de Abreu e Lima e Recife, está se tornando difícil e estressante, em qualquer horário e principalmente nas horas de pico. Um percurso de Paulista para o Curado, gastei exatamente 2 horas e 13 minutos, com trânsito normal gastaria apenas 30 minutos, em uma velocidade média de 50 km. Perdemos horários de médicos e reuniões. Agora resolveram recapear um trecho cujo asfalto estava bom, para piorar a situação. Imagina uma pessoa sendo socorrida para um hospital de emergência. O recapeamento poderia ser realizado no período noturno como é feito nos países desenvolvidos. Para nós brasileiros só resta pagar os impostos mais caros do mundo, consumir uma gasolina com 30% de etanol e nem temos nem direito de ir e vim com tranquilidade.
Amaro Silva, por e-mail
Vício em jogos online
Quando um novo problema social surge, seus primeiros efeitos nem sempre aparecem nos tribunais ou nas manchetes. Muitas vezes, eles surgem antes nas estatísticas do INSS. Foi assim com diversos transtornos relacionados à saúde mental. Antes de se tornarem tema recorrente na Justiça, começaram a aparecer entre os benefícios por incapacidade concedidos pela Previdência Social. Os dados mais recentes indicam que a ludopatia (desejo incontrolável em jogar) pode estar seguindo esse mesmo caminho. Mais do que um dado estatístico, o crescimento dos afastamentos relacionados ao jogo patológico indica que os jogos online passaram a produzir efeitos concretos sobre o sistema de proteção social. A Previdência começa a registrar um fenômeno que tende a influenciar a atuação das empresas, da perícia médica e dos tribunais nos próximos anos.
Priscila Arraes, por e-mail