Editorial | Notícia

Esperança nos debates

Campanha frustrante e de baixo nível no primeiro turno lança para os debates a expectativa da oportunidade para esclarecimento do eleitorado

Por JC Publicado em 01/10/2026 às 0:00

Clique aqui e escute a matéria

Siga o JC no Google e acompanhe
tudo o que você precisa
Seguir no Google

Assim como os encontros de candidatas e candidatos com grupos de eleitores são chances de exposição do que se fez e do que se pretende fazer no poder, a reunião de postulantes a cargos majoritários oferece à população a importante perspectiva da comparação de propostas concorrentes. E até de formação de inusitados consensos, durante as respostas a perguntas sobre determinados temas. Este ano, as campanhas de modo geral, mas especialmente para a presidência da República, abusaram da paciência do público, com a busca insaciável de agressões em detrimento da exposição e da troca de ideias para governar o Brasil – e não faltam problemas para serem discutidos. A realidade dos cidadãos quase foi deixada em segundo plano, diante da sucessão de escândalos e da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).
Daí a relevância dos debates que se realizam esta semana, a poucos dias da escolha nas urnas, no próximo domingo. Não apenas para diálogos necessários e esclarecedores, mas também para que candidatas e candidatos saiam da zona de conforto de suas campanhas, e confrontem o contraditório com transparência e coragem. Se não é possível avaliar a capacidade de trabalho de cada um, pelo menos o eleitorado pode ver todos reunidos para discutir questões de interesse coletivo – quando não partem para fustigar oponentes, empobrecendo o debate.
Para a democracia, pior do que assistir trocas de acusações programadas para ganhar audiência e cortes para as redes sociais, é quando candidaturas que lideram ou estão no pelotão de frente das pesquisas de intenção de voto resolvem não participar de um debate. A escolha pelo silêncio é sintomática de receios de ataques, mas também, da negação da disposição para a conversa que faz parte do processo democrático.
Nesta quinta, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) receberá os principais concorrentes ao governo de Pernambuco para o debate no final da campanha de primeiro turno. Um momento já tradicional das corridas eleitorais no estado, que conta com a credibilidade jornalística dos veículos do SJCC, e a expectativa do povo pernambucano. A partir das 10:45 da manhã, em horário acessível e diferenciado, a TV Jornal e os canais digitais do sistema transmitem o encontro entre a governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição, e os candidatos Ivan Moraes e João Campos. O debate acontece no último dia previsto para esse tipo de ação no calendário eleitoral.
Como ressalta Laurindo Ferreira, diretor de Jornalismo do SJCC, trata-se do último confronto de ideias dos três candidatos antes da eleição. “A expectativa é muito grande, porque depois desse debate não haverá nenhum outro. É o último momento em que os candidatos vão poder se confrontar, confrontar as ideias e, evidentemente, um momento muito importante para o eleitor fazer a sua escolha". Com esse propósito, o formato definido oferece ao eleitorado a oportunidade de conhecer mais sobre cada um, a partir das apresentações individuais. Depois haverá perguntas entre si, sobre temas livres e temas sorteados. As considerações finais dos três encerra o debate.
A esperança do povo brasileiro – e aqui, dos pernambucanos – se volta agora para o que têm a dizer as pessoas que abraçam a missão de uma vida pública, para trabalhar pelas demandas coletivas.

Compartilhe

Tags

Imagem de JC

JC

editores@jc.com.br

Fundado em 1919, o Jornal do Commercio é referência na cobertura jornalística de Pernambuco, do Brasil e do mundo, com relevância e credibilidade.