Fonte de vários males
Dia Nacional de Combate à Poluição, este ano, é marcado pela expectativa de um fenômeno climático que pode ter sido intensificado por ela
Clique aqui e escute a matéria
A contaminação da atmosfera por gases que vêm aquecendo o planeta nas últimas décadas, é uma das causas apontadas pela intensificação do fenômeno El Niño, aquecimento das águas do Oceano Pacífico que provoca manifestações climáticas severas, como tempestades, tornados e ondas de calor. E o pior é que o aquecimento global termina alimentando incêndios florestais que elevam a poluição, em regiões cada vez mais quentes e secas. Neste Dia Nacional de Combate à Poluição, 14 de agosto, além das medidas conhecidas de prevenção, o alerta ambiental ganha maior volume, na perspectiva de consequências que se agravam para a civilização humana e comprometem o habitat das demais formas de vida na Terra.
Estimular ações preventivas e cuidados nas áreas secas torna-se prioritário no ambiente de alta temperatura e baixa umidade. Os gases e a fumaça liberados nas queimadas representam riscos enormes ao meio ambiente e à saúde humana e animal. Sua fuligem consegue atravessar as defesas naturais do nariz e da garganta, por exemplo, alcançando os pulmões e a circulação sanguínea das pessoas expostas. Daí porque se trata não apenas de um problema ambiental, mas de grave assunto de saúde pública. Quanto mais e maiores os incêndios florestais, maiores os riscos para a vida, de um modo geral, e o ambiente que a sustenta.
A qualidade do ar que respiramos importa muito para a saúde, assim como, por analogia, o planeta inteiro sofre – ou se transforma – com o aquecimento turbinado pela poluição. Fonte de males variados, a poluição incide em outros meios, degradando o solo, contaminando rios e mares, e aparecendo até em microplásticos nos alimentos. A redução do uso de plásticos e a reciclagem são práticas essenciais para que os impactos desse material nos ecossistemas sejam menores. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a poluição plástica é a segunda ameaça ambiental, atrás apenas dos gases que provocam o aquecimento global. Uma estimativa aterradora da ONU é que 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos estejam indo para os oceanos, anualmente.
Para cooperar com o combate à poluição, os cidadãos podem se engajar num modo de vida sustentável, cujos resultados dependem de sua adoção coletiva. A ONU tem algumas recomendações, como a economia de energia nas residências e no ambiente de trabalho. No deslocamento diário, sempre que possível, dar preferência a caminhadas ou veículos coletivos, ao invés de carros movidos a combustíveis fósseis. Evitar o desperdício de alimentos está na lista, pois os restos produzem metano, em aterros sanitários. Aumentar a vida útil de roupas e aparelhos eletrônicos é outra dica de sustentabilidade. E a propagação do modo de vida sustentável junto à família e aos amigos é vista como imprescindível, pois sem a escala coletiva, as mudanças necessárias para melhorar o ambiente não acontecerão.
Como o Brasil se aproxima de mais uma campanha eleitoral, vale cobrar das candidatas e candidatos propostas que visem combater a poluição, para que os males provocados não se tornem, como estão se tornando, crescentes motivos de gastos públicos.