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Férias, infância, liberdade e proteção

As férias escolares costumam ser aguardadas com ansiedade pelas crianças. É um período em que a rotina muda e surgem mais oportunidades para brincar.

Por Tereza Rebecca Melo Publicado em 09/07/2026 às 0:00 | Atualizado em 10/07/2026 às 11:06

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É um período em que a rotina muda e surgem mais oportunidades para brincar. Em um cotidiano cada vez mais marcado por telas, esse tempo livre tem um valor importante para o desenvolvimento infantil.

Brincar não é apenas uma forma de entretenimento. Por meio das brincadeiras, as crianças desenvolvem a criatividade e fortalecem vínculos afetivos. As férias oferecem esse espaço de descoberta que muitas vezes fica reduzido durante o período letivo.

Por outro lado, é uma época que exige atenção redobrada dos adultos. Com as crianças passando mais tempo em casa, em viagens, em praias, piscinas, parques e áreas de lazer, aumenta também o risco de acidentes. Afogamentos, quedas, queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, além de acidentes de trânsito, estão entre as ocorrências mais frequentes nesse período.

A prevenção continua sendo a principal forma de proteção. Por isso, é indispensável a supervisão constante de crianças pequenas, especialmente em ambientes com água.

Piscinas devem contar com barreiras de proteção e nunca se deve confiar apenas em boias ou equipamentos infláveis.

Em casa, medicamentos, objetos cortantes e produtos químicos precisam permanecer fora do alcance das crianças.

Outro desafio dos dias atuais é o uso excessivo de telas. Celulares e videogames fazem parte da vida das crianças, mas as férias podem ser uma oportunidade para equilibrar esse consumo com atividades ao ar livre e momentos de convivência familiar. O desenvolvimento infantil depende da interação com outras pessoas e das experiências vividas fora do ambiente virtual.

O fortalecimento dos vínculos familiares também é um aspecto bem importante. Nem sempre é possível conciliar a rotina de trabalho dos adultos com o período de recesso escolar, mas pequenos momentos compartilhados fazem diferença. Conversar, ler uma história ou simplesmente dedicar atenção às crianças contribui para seu desenvolvimento emocional e para a construção de memórias afetivas que permanecem ao longo da vida.

As férias também podem ser uma oportunidade para estimular a autonomia de forma gradual e adequada à idade. Permitir que a criança participe de pequenas escolhas, descobrindo novos interesses, favorece o desenvolvimento cognitivo infantil.

Mas, cabe aos adultos, responsáveis pelos pequenos, criar condições para que as crianças possam explorar, brincar e descansar com segurança. Afinal, a infância precisa de liberdade, mas também de proteção para que cada descoberta aconteça de forma saudável.

Tereza Rebecca Melo, coordenadora da Saúde da Criança do IMIP

 

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