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A Itália e a copa

A questão é que o Tio Sam mandou convidar a desclassificada Itália e gerou constrangimento e renúncia. Até na FIFA o tipo quer mandar

Por CARLOS CARVALHO Publicado em 20/05/2026 às 5:00 | Atualizado em 20/05/2026 às 11:31

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Italiano que se preza, prima pelas boas coisas da vida, a refeição acompanhada do vinho, a música - como não se emocionar com Andrea Bocelli - bons amigos, cinema, máquinas, veículos e tudo, com uma intensidade que só os latinos têm.

Não esqueci do futebol, que fez um gol de placa com a seleção, mesmo não tendo conseguido a classificação. A questão é que o Tio Sam mandou convidar a desclassificada Itália e gerou constrangimento e renúncia. Até na FIFA o tipo quer mandar.

Um novo Luiz XIV – “O Estado sou eu.” Uma frase que diz muito do novo orquestrador do descompasso. Desafina e sai do tom todas às vezes que se dirige à imprensa e, aos seus, quem sabe agrade.
O ministro italiano reagiu aplicando as palavras: “Vergonhoso, ofensivo”. O técnico da seleção, o ex-jogador Gattuso largou o cargo.

O Irã conquistou a vaga jogando, dentro de campo, enfrentando adversários, treinando, suando a camisa e, o novo imperador do globo abre a bocarra fazendo biquinho para se meter também no futebol.
O Irã está sendo desconvidado ou cerceado em seu direito conquistado dentro da regra da FIFA, até então entidade que vez ou outra manda na bola, no campo e no arbitro.

Essa “guerra” vai custar caro para a maior parte do planeta. Se tem gente ganhando mais dinheiro do que de costume, parece que sim. As vozes roucas das ruas, a imprensa, aqui, ali.

O princípio básico do jogo limpo é posto à prova e contrariado pelo dono da casa. Quem deveria ser anfitrião parece mesmo aguardar os incautos para o lanche (porrete e cenoura).

O problema é que essa toada virou regra para todos os atos do mandatário-mor. O planeta vai naufragando, quando tudo, poderia ser o contrário.

Os Italianos que se rebelaram demonstram amor à cultura que construíram, honrando seus pensadores e filósofos.

Aceitar o convite seria um desastre, tal como comungar com os eternos traidores, que sempre e sempre, mostram quem são, ao mero vislumbre de um vintém. As moedas aceitas por Judas estão por todos os lados, os Judas também.

Viva a Itália que soube se indignar, se negou a passar recibo, não vendeu a alma ao diabo, e num só ato do teatro da vida, negou sofrer dos pecados capitais da inveja e da avareza, renunciando ao que não conquistou, a vaga no torneio.

Carlos Carvalho - Advogado

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