Torre Eiffel: o monumento mais visitado do mundo
Quem vai a Paris pela primeira ou 100ª vez, não deixa de observar o "glamour" da Torre Eiffel. o acesso é fácil, de metrô. E o de Paris é fantástico.
Clique aqui e escute a matéria
Poucas cidades no mundo têm tantos cartões-postais quanto Paris. Para citar alguns, o Arco do Triunfo, o Louvre, a Notre-Dame, a Champs-Élysées, a Sacré-Cur de Montmartre. Nenhum supera a Torre Eiffel, o monumento mais visitado do mundo. Já tive a felicidade de ir à capital francesa dezenas de vezes. Em nenhuma deixei de ir à Torre Eiffel. Com um detalhe: o acesso é muito fácil, de metrô. E o de Paris é fantástico.
Poucos monumentos no mundo têm o poder de anunciar uma cidade antes mesmo de ela aparecer. Paris tem a Torre Eiffel. É impossível chegar à capital francesa e não procurar, quase instintivamente, aquele desenho de ferro que se tornou um dos maiores símbolos do mundo. Ela está presente nos cartões-postais, nas fotografias, nos filmes e, principalmente, na memória de quem já esteve em Paris. A primeira visão continua especial. Não importa quantas vezes se tenha ido à cidade. A Torre Eiffel conserva a capacidade de impressionar.
A torre foi projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel e construída para assinalar a Exposição Universal de 1889, que marcou o centenário da Revolução Francesa. Ele enfrentou críticas quando apresentou o projeto. Intelectuais e artistas chegaram a protestar contra a construção, considerando a estrutura pesada e sem beleza. O tempo tratou de mudar a opinião. Hoje, ninguém imagina Paris sem a Torre Eiffel. A ideia inicial era que permanecesse por 20 anos, mas acabou ficando permanentemente.
Com 330 metros de altura, incluindo as antenas, domina a paisagem parisiense. Durante muito tempo, foi o edifício mais alto do mundo. Hoje, é muito mais do que uma construção monumental, tornou-se a própria imagem de Paris.
Gosto especialmente de vê-la de longe. Da Praça do Trocadéro, a perspectiva é privilegiada. O Campo de Marte também oferece um belo cenário. E há ainda o prazer de simplesmente caminhar pelas proximidades, olhando para cima e descobrindo como a torre muda de aparência conforme a luz do dia.
Subir também faz parte do programa. Há elevadores e escadas, e os diferentes níveis oferecem vistas extraordinárias da cidade. Lá de cima, Paris aparece quase como uma maquete: o Sena, as avenidas, os telhados, os grandes monumentos. Existem três opções: subir até o 2º andar de escada: 14,80 euros (R$ 86); 2º andar de elevador: 23,50 euros (R$ 138); o topo, no 3º andar: 36,70 euros (R$ 215).
O grande destaque para o paladar fica por conta do disputadíssimo Le Jules Verne, restaurante com estrela Michelin localizado no segundo andar, com elevador exclusivo. A reserva tem que ser feita com meses de antecedência. Um jantar degustação, com cinco pratos, custa 295 euros (R$ 1,8 mil) por pessoa.
A Torre Eiffel já recebe sete milhões de visitantes por ano e continua sendo uma parada obrigatória. Há quem diga que é turística demais. Pode até ser. Mas certos lugares conquistam o direito de serem turísticos.
À noite, a Torre Eiffel torna-se ainda mais extraordinária. O espetáculo noturno: ao cair da noite, a cada hora cheia, a torre ganha um show de luzes cintilantes durante cinco minutos. A iluminação transforma a estrutura em um espetáculo. E, em determinados horários, milhares de pequenas luzes que fazem a torre cintilar criam uma das cenas mais fotografadas de Paris. Um espetáculo à parte que faz todo mundo parar para admirar. Em datas especiais, ela ganha uma iluminação própria, vista em boa parte de Paris.
Seja para um brinde com champanhe nos jardins ao redor ou para fotos impecáveis ao pôr do sol na Esplanada do Trocadéro, a Torre Eiffel continua sendo o símbolo máximo do requinte, do romantismo e do bem-viver. Um luxo só! Paris tem muitos encantos, mas a Torre Eiffel é um daqueles que a gente visita, revê e nunca se cansa.
João Alberto Martins Sobral, jornalista editor da coluna João Alberto no Social 1