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Irã: Trump revela ter sucessor para o Irã após morte de Khamenei em ataque

Presidente dos EUA afirma que operações militares continuarão pelo tempo que for necessário e exige rendição imediata da Guarda Revolucionária

Por JC Publicado em 01/03/2026 às 6:52 | Atualizado em 01/03/2026 às 7:00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no fim deste sábado (28/2), possuir um nome definido para assumir a liderança no Irã após a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O líder iraniano foi morto durante um bombardeio coordenado entre forças de Israel e dos EUA na madrugada de sábado. Embora o anúncio da morte tenha sido feito inicialmente pelos americanos e israelenses, o regime de Teerã confirmou o óbito apenas no início da manhã de domingo (1/3), no horário local.

Acompanhado por sua equipe de segurança nacional em Mar-A-Lago, Trump destacou que diversos membros do alto escalão do regime iraniano também foram neutralizados nas investidas. Segundo o presidente, a ação representa uma forma de "justiça" não apenas para os iranianos, mas para todas as vítimas globais das ações de Khamenei e seus aliados. As declarações foram dadas em entrevista à rede ABC News.

Questionado sobre a duração das atividades militares, Trump afirmou que os ataques persistirão pelo tempo que os EUA considerarem necessário, ressaltando que as capacidades do regime já estão severamente "incapacitadas". Em vídeo oficial, o republicano confirmou o início de grandes operações de combate em solo iraniano com o objetivo de eliminar as ameaças representadas pelo que descreveu como um "grupo vicioso de pessoas terríveis".

O presidente enviou um ultimato à Guarda Revolucionária do Irã: a rendição imediata garantirá imunidade total, enquanto a resistência resultará em "mortes certas". Trump reiterou que a prioridade de sua administração é garantir que o país jamais obtenha uma arma nuclear, política que sustenta diante das ameaças de 47 anos do regime contra os EUA e seus aliados.

BOMBARDEIOS RECEBEM APOIO

A ofensiva recebeu apoio de figuras como o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que vê o momento como uma oportunidade para o povo iraniano se livrar da "tirania". No mesmo sentido, o príncipe herdeiro do Irã no exílio, Reza Pahlavi, classificou a ação como uma "intervenção humanitária" voltada contra o aparato de repressão da República Islâmica, e não contra a nação iraniana em si.

Reza Pahlavi se posiciona como alternativa para o país e afirmou que a ajuda esperada dos EUA chegou. "Trata-se de uma intervenção humanitária, e seu alvo é a República Islâmica, seu aparato de repressão e sua máquina de matar, não o grande país e nação Irã", disse pelas redes sociais.

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