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Em primeiro discurso do Estado da União, Trump promete solução tarifária "ainda mais forte"

Presidente dos EUA defende política comercial, critica decisão da Suprema Corte e destaca agenda econômica voltada à inflação e ao custo de vida

Por Estadão Conteúdo Publicado em 25/02/2026 às 8:26

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No primeiro discurso do Estado da União de seu segundo mandato, realizado na noite desta terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve como um dos principais eixos da fala a manutenção das tarifas sobre parceiros comerciais, mesmo após revés na Suprema Corte.

Lei de Poderes Econômicos de Emergência

Trump voltou a criticar a decisão que invalidou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor tarifas. Classificando o resultado como “infeliz”, afirmou que a política será mantida com base em outros dispositivos legais e prometeu revidá-la de forma "ainda mais forte".

“Essas tarifas permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, declarou. Segundo ele, não será necessária ação do Congresso para garantir a continuidade da estratégia.

Arrecadação de investimentos internacionais

Durante o discurso, o presidente afirmou que sua gestão já atraiu mais de US$ 18 trilhões em investimentos internacionais, número que, segundo ele, supera o volume registrado no governo de Joe Biden.

“Trilhões e trilhões de dólares continuarão a entrar nos Estados Unidos da América, porque finalmente temos um presidente que coloca a América em primeiro lugar”, disse.

Com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro, Trump também direcionou a fala à agenda voltada à redução do custo de vida dos americanos. Ele voltou a responsabilizar Biden pela inflação elevada, mas afirmou que sua administração promoveu uma “reviravolta histórica” e que o país vive uma “era de ouro”.

Recuo nos preços

Citou recuo nos preços da gasolina, ovos e medicamentos e declarou que a inflação subjacente está no menor nível em cinco anos. No campo da política energética, o presidente afirmou que pediu às grandes empresas de tecnologia que assumam suas próprias demandas por energia, a fim de evitar impactos nas contas de luz da população.

Ele mencionou preocupações com o aumento do consumo de eletricidade por data centers de inteligência artificial e declarou que, em diversos casos, os preços devem cair para as comunidades.

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