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Rússia lança ataque massivo de drones e mísseis na Ucrânia com alvo em instalações de energia

Zelensky afirmou que instalações de energia foram principais alvos das violências, também observando que ofensiva de drone "incendiou" estação de trem

Por Estadão Conteúdo Publicado em 06/12/2025 às 10:53 | Atualizado em 06/12/2025 às 15:29

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A Rússia lançou um grande ataque com 51 mísseis e 653 drones na Ucrânia durante a madrugada deste sábado que acionou alertas de ofensiva aérea em todo o país, afirmou a força ucraniana.

Segundo as informações, 585 drones e 30 mísseis foram derrubados e neutralizados, mas 29 locais foram atingidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as instalações de energia foram os principais alvos das violências, também observando que uma ofensiva de drone "incendiou" a estação de trem na cidade de Fastiv, localizada na região da capital do país.

Também hoje, o ministério da Defesa da Rússia disse que suas defesas aéreas derrubaram 116 drones ucranianos sobre o território russo e, de acordo com uma mensagem enviada pelo canal de notícias russo Astra via Telegram, a refinaria de petróleo de Ryazan foi atingida.

A Ucrânia não comentou imediatamente sobre o suposto ataque, mas o governador regional russo de Riazan, Pavel Malkov, disse que um prédio residencial foi danificado e que destroços de drones caíram no terreno de uma "instalação industrial", sem mencionar a refinaria.

Macron condena ataques da Rússia na Ucrânia

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou os ataques massivos russos que atingiram a Ucrânia, em particular sua infraestrutura energética e ferroviária, em postagem no X neste sábado. O líder francês disse que Moscou está se fortalecendo em uma trajetória de escalada e não busca a paz.

"Devemos continuar a pressionar a Rússia para obrigá-la a escolher a paz", escreveu na publicação, ao informar que viajará para Londres na segunda-feira para um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, também estarão presentes na reunião para avaliar a situação e as negociações em curso no âmbito da mediação dos EUA.

"A Ucrânia pode contar com nosso apoio inabalável. Continuaremos esses esforços com os americanos para fornecer à Ucrânia garantias de segurança, sem as quais nenhuma paz sólida e duradoura será possível", defendeu. Segundo Macron, não apenas a segurança da Ucrânia, mas também da Europa como um todo "está em jogo".

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