Religião | Notícia

Jesus, o Gestor

Jesus gerou um grupo de homens pequenos na razão social e intelectual, mas grandes almas do ponto de vista moral e de simplicidade

Por JC Publicado em 13/09/2026 às 0:00

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WILSON GOMES

A palavra gestão vem do latim gestio, onis, que significa "ação de gerir", "execução", "administração" ou "condução de um negócio". Esse termo, por sua vez, deriva do verbo latino gerere, que possui uma árvore muito rica de significados: "carregar", "trazer consigo", "conduzir", "executar" e "desempenhar". Por nossa vez dizemos que gerir é compreender, é equacionar o trabalho e as tarefas de grupos que já trazem suas preferências, suas qualidades e as suas resistências.


Em casa, há quem precise gerir a família nos aspectos financeiros e logísticos, mas não se deve esquecer da gestão emocional. Na oficina do trabalho ordinário, gerimos, por vezes, criaturas para o cumprimento de suas atribuições, ainda que todos sejam colaboradores remunerados de modo pecuniário. Na escola, a professora também faz a gerência de conteúdos intelectuais que precisam ser compartilhados. Não é diferente: em todas as esferas é necessária a atividade de gestão, que são, todas elas, gestos de ação.


Gerir, dirigir, coordenar e guiar sustenta-se no acompanhamento de processos previamente acordados e planejados, mas ganha real significado quando vai além da mera fiscalização de tarefas. É preciso utilizar essa estrutura técnica como base para oferecer ações de engrandecimento e desenvolvimento humano.


Jesus gerou um grupo de homens pequenos na razão social e intelectual, mas grandes almas do ponto de vista moral. Com simplicidade, geriu grupos de companheiros mais maduros e de jovens sonhadores. Com seriedade, geriu mulheres arrependidas e damas invejosas. Coordenou pescadores de frutos do mar, convidando-os a pescar homens. Administrou cobradores de impostos, como Mateus e Zaqueu, e convidou-os a devolver à vida o que haviam tirado, porque agora precisavam passar a servir na Seara. Curou a febre da sogra de Pedro a fim de devolvê-la, saudável, à administração do lar.
Por isso, paralelamente às soluções para as dificuldades da tarefa ou do ministério que Deus te confiou, cura as tuas próprias infecções morais e emocionais; mas cura-as em ação, em gestão.


Recupera o trabalhador do bem que não acredita no próprio poder das mãos. Recupera o intercessor que duvida das influências benéficas que recebe, duvidando de si mesmo. Incentiva o orador a falar de modo justo, ereto, reto, para que as palavras iluminem a consciência e as novas escolhas, direcionando almas para novas vias da vida. Incentiva-os com o teu silêncio, de quem aprende, demonstrando, na gestão dos próprios passos, como equilibrar emoção, pensamento, sintonia e ação.


Inspira-te, irmão dos gestos em ação – da gestão –, no Mestre e irmão que deu a própria vida em pacificação; que ofereceu os próprios punhos à prisão para ensinar a liberdade de ação; que aceitou o madeiro vergonhoso para sugerir redenção.


É tempo de gerir emoções e ações. O Cristo vos deu o guia, o passaporte das ações. Põe acima de tuas convicções caducas, as práticas de gestão do Cristo e aprende sobre a lição de amor daquele que, até hoje, mantém-se na gerência dos nossos corações e de nossas emoções.

Wilson Gomes, diretor do Departamento de Integração Federativa (DIFE) da Federação Espírita Pernambucana (FEP)

 


 

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