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Comércio varejista de Pernambuco recua vendas pelo quarto mês seguido

Apesar da retração recente, o acumulado no ano ainda apresenta crescimento de 1,8%. No entanto, a taxa de crescimento em 12 meses foi de 2,8%

Por JC Publicado em 15/10/2025 às 11:52

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As vendas do comércio varejista em Pernambuco registraram um cenário de desaceleração em agosto de 2025. O volume de vendas caiu -0,4% na comparação com o mês anterior (julho) , consolidando uma sequência de quatro resultados negativos consecutivos. Em relação a agosto de 2024, o resultado também foi negativo, com queda de -0,7% , interrompendo uma série de quatro meses positivos. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) referente a agosto de 2025, divulgada pelo IBGE.

Apesar da retração recente, o acumulado no ano ainda apresenta crescimento de 1,8%. No entanto, a taxa de crescimento acumulada em 12 meses foi de 2,8%, o que é a menor taxa registrada na série histórica de um ano para o estado.

A queda no volume de vendas foi puxada por segmentos importantes do varejo ampliado. Veículos, Motocicletas, Partes e Peças registrou forte retração de -5,9% na comparação com agosto de 2024. No acumulado do ano, a variação também é negativa, com -3,1%, atestando uma tendência de queda em 2025.

As vendas de materiais de construção caíram -8,1% na variação mensal em relação a agosto do ano anterior. A variação acumulada de 12 meses para o segmento foi de apenas 0,6%, indicando uma desaceleração.

Receita nominal cresce, apesar do volume

Apesar das quedas no volume, a receita nominal de vendas no comércio varejista ampliado¹ em Pernambuco manteve variações positivas nas análises anuais. O crescimento da receita acumulada no ano (janeiro a agosto de 2025) foi de 5,1%. A variação acumulada em 12 meses ficou em 6,6%, positiva apesar das quedas registradas no volume de vendas. Na análise da receita acumulada no ano por atividade, destacam-se: Eletrodomésticos  - com a maior alta, atingindo 12,1% -, e Móveis e eletrodomésticos - com 10,2%.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou a maior queda na receita, com -12,1%.


 
 

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