Segurança | Notícia

Lojistas instalam câmeras para ajudar na segurança de rua no Centro do Recife

Nove totens, cada um com 4 equipamentos, foram instalados na Rua das Calçadas. Sistema é interligado com centrais da Guarda Municipal e da SDS

Por Raphael Guerra Publicado em 11/03/2026 às 9:42

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Na tentativa de inibir os assaltos - que ocorrem com frequência mesmo à luz do dia -, lojistas se uniram para melhorar a segurança da Rua das Calçadas, no bairro de São José, área central do Recife. Nove totens, cada um com quatro câmeras, foram instalados ao longo da via. 

O sistema, funcionando 24 horas, é interligado às centrais de videomonitoramento da Guarda Municipal e da Secretaria de Defesa Social (SDS), contribuindo com os flagrantes de crimes para que os profissionais de segurança possam ser acionados para agir imediatamente.

A iniciativa, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas Recife), promete garantir mais segurança para os lojistas e consumidores. Todo o custo de instalação e funcionamento é rateado pelos próprios lojistas.

"É um projeto piloto que pretendemos ampliar a outras vias também da região central da cidade", afirmou o presidente da CDL Recife, Fred Leal.

As torres com câmeras de alta definição e inteligência artificial adquiridas pela CDL e pelo Sindilojas são semelhantes às instaladas em várias partes do Grande Recife. Em geral, empresas privadas e condomínios também aderiram ao formato nas calçadas para tentar diminuir os assaltos nas áreas onde estão localizados. 

ATRASO DAS CÂMERAS DA SDS

Enquanto empresas privadas investem em equipamentos de segurança para frear a ação de criminosos, a Secretaria de Defesa Social (SDS) encontra dificuldades em cumprir com a promessa de instalação de 2 mil câmeras de videomonitoramento nas áreas mais perigosas do Estado. 

A Teltex Tecnologia S/A, empresa vencedora da licitação, atrasou o cronograma estabelecido em contrato. Até o mês passado, apenas 449 câmeras estavam ativas, enquanto mais de 300 equipamentos aguardavam a energização dos postes para o início da operação. Todas as 2 mil deveriam estar em pleno funcionamento desde o ano passado. 

A empresa é alvo de um processo administrativo, que pode resultar em punições. O contrato, assinado em fevereiro de 2025, tem prazo de 60 meses e prevê o pagamento de R$ R$ 122,9 milhões. 

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