Olinda testa relógios inteligentes e inteligência artificial para acompanhar pacientes do SUS
Projeto-piloto inicia nesta sexta-feira (14) com 250 usuários da Policlínica Barros Barreto, monitorando remotamente gestantes e pacientes crônicos
Clique aqui e escute a matéria
A rede municipal de saúde de Olinda inicia nesta sexta-feira (14) um projeto-piloto para monitorar pacientes do SUS à distância, com uso de relógios e outros dispositivos conectados, inteligência artificial e acompanhamento de profissionais de saúde. A iniciativa começa na Policlínica Barros Barreto e atenderá 250 pessoas, entre gestantes de alto risco e pacientes com hipertensão e/ou diabetes.
Dos 250 participantes, 50 receberão dispositivos tecnológicos para o acompanhamento remoto. Outros 200 serão monitorados por meio de ferramentas baseadas em inteligência artificial, com suporte das equipes de saúde.
Uma sala de monitoramento será instalada na própria Policlínica Barros Barreto. Profissionais de enfermagem da Secretaria de Saúde acompanharão os dados produzidos pelas ferramentas e poderão utilizá-los para identificar alterações no estado de saúde e direcionar o atendimento.
A proposta é detectar sinais de agravamento com maior rapidez, permitindo que a equipe intervenha antes que o quadro se torne mais grave. O acompanhamento também busca contribuir para a adesão aos tratamentos e para a adoção de hábitos de vida mais saudáveis.
Gestantes e pacientes crônicos são público-alvo
O projeto terá duas linhas prioritárias de cuidado. Uma delas é voltada para gestantes de alto risco, principalmente aquelas com maior possibilidade de desenvolver doenças hipertensivas durante a gravidez.
A outra contempla pessoas com hipertensão arterial e/ou diabetes, que precisam de acompanhamento contínuo por causa dos riscos cardiovasculares e metabólicos relacionados às condições.
Segundo Danilo Novelino, cofundador da empresa CINCO - Cuidado Inteligente Conectado Ltda., parceira da Prefeitura de Olinda no projeto, a tecnologia permite ampliar o acompanhamento para além do atendimento convencional.
"A importância de implementar a tecnologia na saúde é justamente chegar onde os métodos tradicionais não chegam e entregar um monitoramento ativo para pessoas que precisam de acompanhamento. Assim, conseguimos identificar possíveis agravamentos e intervir antes que aconteça um problema maior de saúde".
Projeto pode virar política permanente
A experiência será utilizada para avaliar como ferramentas de inteligência artificial e monitoramento remoto podem ser incorporadas à rotina da rede municipal.
Após o período de testes, os resultados serão analisados pela Prefeitura de Olinda para verificar a possibilidade de transformar o projeto em uma política pública permanente e ampliar o uso de soluções digitais no acompanhamento de pacientes do SUS.
A expectativa é que os dados também ajudem as equipes da Atenção Primária à Saúde a acompanhar os usuários e organizar o atendimento de acordo com as necessidades identificadas.