Romoaldo de Souza: Brasil entra na lista dos 10 países mais violentos do mundo, ao lado de nações em permanente guerra civil

A forma como o governo celebrou o fim das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes lembrou a conquista do Penta em 2002: gols do Fenômeno

Por Romoaldo de Souza Publicado em 12/12/2025 às 18:33 | Atualizado em 13/12/2025 às 20:03

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HOMENS TRABALHANDO - NOTA DE PESAR

De Eduardo Bolsonaro (PL-SP), parlamentar à beira de perder o mandato por faltas, para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT, após a Casa Branca anunciar a retirada das implicações da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF):

- Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.

HOMENS TRABALHANDO - MAIS QUE SATISFEITO

Após comemorar com a "namorida", a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Lindberg respondeu:

- A retirada do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista da Lei Magnitsky é uma derrota histórica dos traidores da Pátria que tentaram negociar sanções internacionais, revogação de vistos, tarifas e a chamada 'pena de morte financeira' contra o ministro relator do STF no caso da trama golpista, mas especialmente uma vitória do presidente Lula, da democracia brasileira e da defesa intransigente da soberania nacional".

ISSO É PARTE DO PARLAMENTO BRASILEIRO

Eles, Lindbergh e o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vivem trocando "afagos" pelas redes sociais. A internet, o tempo e os desaforos são pagos pelo pagador de imposto.

ATÉ QUANDO...

...o STF vai continuar criando jurisprudências de acordo com suas conveniências? Enquanto isso, o Congresso - com 594 políticos eleitos pelo povo - fica à mercê dessa ciclotimia jurídica brasileira. O ex-vice-presidente Pedro Aleixo (1901–1975) se manifestou ao votar contra o Ato Institucional Nº. 5 (AI-5): "O problema da lei é a sua aplicação pelo guarda da esquina".

CONFLITO DE INTERESSE

O deputado Sanderson (PL-RS) entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja apurado se há conflito de interesse no contrato da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, para prestar serviços ao Banco Master, investigado pelo próprio STF, onde Moraes ocupa uma das cadeiras. "É preciso saber até onde vai a prestação dos serviços ou se há algo mais, além disso."

FREIO DE ARRRUMAÇÃO

O líder do PSB, deputado Pedro Campos (PE), disse à coluna que "a decisão do ministro Alexandre de Moraes foi acertada" quando cassou o mandato de Carla Zambelli. O socialista lembra que a situação do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) tampouco deveria passar pelo plenário da Casa, "uma vez que a pena em regime fechado com trânsito em julgado já os impede de exercer o seu mandato".

220 VOLTS

Nas rusgas de amor eterno entre o Judiciário e o Legislativo, nem o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nem o ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) foi informado pelo STF da ação da Polícia Federal nas dependências da Casa. O alvo da operação era a ex-assessora de Lira, Mariângela Fialek, conhecida no submundo das emendas parlamentares por Tuca, acusada de peculato, corrupção, uso de documento falso e falsidade ideológica. A tensão entre os poderes só aumenta.

HAPPY BIRTHDAY TO YOU!

Quando a PF chegou à sala onde funciona a preparação de emendas do orçamento secreto, Tuca não estava. A chefia a liberou do trabalho para comemorar seu aniversário.

PENSE NISSO!

Uma importante notícia positiva, plantada pela assessoria do Planalto, diz que o presidente Lula da Silva (PT) pretende reunir representantes do Judiciário e do Poder Legislativo "para tratar da violência contra mulheres". O presidente jogou a culpa em figuras etéreas, referindo-se a um "comportamento de educação e cultural".

Nem uma palavra, sequer, sobre a falta de estrutura de boa parte das delegacias de atendimento às mulheres, a demora no repasse de verbas federais para os estados e a falta de sucessivas campanhas de conscientização.

Muito menos qualquer manifestação sobre o ranking que coloca o Brasil no top ten do mundo, quando o assunto é violência.

Olhando a lista, pela ordem: Palestina, Mianmar, Síria, México, Nigéria, Equador, Brasil, Haiti, Sudão e Paquistão, ocupando o sétimo lugar, o país governado por Lula está no mesmo nível de violência que países que enfrentam guerras civis.

Pense nisso!

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