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Recife supera média nacional e é destaque brasileiro em ano de valorização imobiliária

No cenário nacional, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial avançou 1,15% em novembro. O resultado em 12 meses chegou a 17,14%

Por Lucas Moraes Publicado em 24/12/2025 às 12:52

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O mercado imobiliário do Recife vive um momento de expressivo dinamismo, superando a média nacional em valorização. No acumulado de 12 meses até novembro de 2025, a capital pernambucana registrou uma alta de 22,62%. O desempenho atual mostra um salto significativo em relação ao mesmo período de 2024, quando o acumulado no ano era de apenas 6,97%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No cenário nacional, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) avançou 1,15% em novembro. O resultado consolidado de 12 meses no Brasil chegou a 17,14%, reforçando a continuidade da trajetória de alta nos preços dos imóveis residenciais.

Enquanto o Recife desponta com um dos maiores crescimentos, outras cidades também apresentam números relevantes no acumulado de 12 meses e no desempenho mensal de novembro:

Brasília lidera o ranking anual com 24,01% de valorização , apresentando variação mensal de 0,89%.

Curitiba registrou alta anual de 22,23% , com avanço de 2,13% no mês de novembro.

Salvador alcançou 20,83% no acumulado de 12 meses , variando 2,00% no último mês.

Belo Horizonte teve valorização anual de 19,95% , registrando alta mensal de 0,56%.

Porto Alegre acumulou 16,87% no ano e apresentou variação de 1,49% em novembro.

São Paulo registrou alta anual de 14,20% , com desaceleração mensal para 1,11%.

Rio de Janeiro acumulou 13,68% em 12 meses , com a menor variação mensal do país, de 0,29%.

Fortaleza apresentou valorização anual de 13,25% e alta mensal de 1,01%.

Goiânia teve o menor acumulado anual, com 10,97% , mas foi a única capital a acelerar em novembro, subindo 1,13%.

Fatores de impulso do mercado

A valorização observada no IGMI-R (17,14%) supera com larga margem os custos de construção medidos pelo INCC, que acumulou 6,24% no período. Essa diferença sugere que a alta nos preços não decorre apenas de custos de obra, mas de fatores estruturais como a oferta restrita nas principais capitais e a demanda resiliente.

Além disso, o imóvel segue se consolidando como um ativo de preservação de valor, já que o índice de preços residenciais cresceu mais que o dobro da inflação oficial (IPCA), que registrou 4,46% no mesmo intervalo.

 
 

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