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Flip exalta Orides Fontela

Homenageada na Flip deste ano, a obra poética e filosófica da escritora paulista é referência para a crítica e conquista novos leitores no país

Por Fábio Lucas Publicado em 19/07/2026 às 15:36

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De quarta, 22, a domingo, 26, a cidade histórica de Paraty, no Rio de Janeiro, abrigará a 24ª edição da Festa Literária Internacional mais badalada do Brasil, a Flip. Em 2026, a homenagem do evento chama atenção para a obra de Orides Fontela, falecida em 1998, mas cuja força poética e filosófica ainda não é tão conhecida do público, apesar do reconhecimento obtido junto à crítica.
Editora que publica a escritora desde 2015, a Hedra está lançando três livros que devem ampliar o alcance das homenagens: “Pelos olhos de Orides”, com seleção de poemas e concepção editorial de Augusto Massi, ilustrações de Cynthia Cruttenden e posfácio de Odilon Moraes; “Conversas: escritos e entrevistas de Orides Fontela”, com organização de Ieda Lebensztayn, Mário Alex Rosa e Augusto Massi; e “O enigma Orides”, de Gustavo de Castro, em edição revista e ampliada. Serão relançadas outras obras da poeta, como “Alba”, título vencedor do Prêmio Jabuti, e “Teia”, que levou o APCA.
Convidado pela organização da Flip e pela Hedra, o sobrinho e representante dos direitos autorais de Orides Fontela, Fábio Nogara falou à Literária sobre a emoção de acompanhar a Flip: “Pra gente da família da Orides Fontela, é uma felicidade muito grande, uma honra ter ela como autora homenageada desta edição da Flip. A gente acredita que, a partir daí, novos leitores vão surgir. Orides Fontela não é um nome do mainstream, não é um nome tão conhecido do público”. Para o cantor e compositor, a ampliação da leitura da escritora não é o único efeito da exposição promovida pela Flip. “Com certeza, uma reação em cadeia que tende a acontecer também, é que novos autores de poesia possam surgir a partir disso”.
Fábio Nogara celebra a valorização da poesia, atrelada à homenagem. “No mundo tão acelerado que a gente vive, tão fugaz, é difícil ter tempo de parar para ler um livro. Ainda mais, um livro de poesia. E é muito legal essa ideia da Flip de retomar a poesia, como fizeram o ano passado. Isso é de uma importância literária enorme. A gente está muito ansioso para a Flip. Tudo que Orides Fontela representa hoje para a Academia, para os críticos literários, ela vai se traduzir agora para o público de maneira geral, que ainda não conhece ela e agora vai passar a conhecer”.
Saiba mais em www.flip.org.br.


A confraria da oliveira

Será na Livraria Circulares, em Brasília, nesta segunda, 20, o lançamento de Luize Valente, em publicação da Vestígio. “A confraria da oliveira” é uma história que “atravessa gerações marcadas por migrações, amores e segredos”. Antes dos autógrafos, haverá bate-papo da autora com Carlos Marcelo, a partir das 7 da noite.


Além das cicatrizes

A Academia Pernambucana de Letras (APL) terá o lançamento, na terça, 21, de “Além das cicatrizes”, de autoria de Zaldo Magalhães Just Neto, que conta sua história de vida, refletindo sobre as consequências do feminicídio de sua mãe. Uma obra “sobre o poder da superação, da memória e da transformação”. A apresentação é de Glória Perez, que diz: “Zaldo fez justiça para a mãe, mas fez justiça também para si próprio”. A partir das 7 da noite, na sede da APL, no Recife.


Feiras e Festivais

Afonso Borges e Paulo Werneck fazem debate na sexta, 24, na Flip, sobre “Feiras e festivais literários: desafios e perspectivas”. Afonso Borges organiza festivais em Araxá, Itabira, Paracatu e Petrópolis, e é o criador do Sempre Um Papo, que completa 40 anos em 2026. Paulo Werneck fundou a revista Quatro Cinco Um, e coordena A Feira do Livro, em São Paulo. A conversa entre os dois em Paraty está marcada para começar às 11h da manhã, na Casa Fundação Itaú com TV Cultura.

 

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Marina Jerusalinsky participa da Flip - Divulgação


Guia para mulheres bravas

Semifinalista do Jabuti Acadêmico na categoria Divulgação Científica, com o livro “Guia de conduta para mulheres bravas”, publicação da editora orlando, a artista visual, pesquisadora e escritora Marina Jerusalinsky participa da Flip, em Paraty, em dois debates e uma sessão de autógrafos. Na obra, a autora revisita os julgamentos de mulheres entre os séculos XIV e XVIII, quando “eram punidas por falarem de forma considerada "inapropriada" em espaços públicos, e discute como esses mecanismos de controle da fala e do comportamento feminino permanecem presentes na sociedade contemporânea”. A sessão de autógrafos será na Casa Opera, no sábado, 25, a partir das 4 da tarde.

 

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Gianni Gianni estará na Pó de Estrelas - Divulgação


Quem manda nesta casa?

A Livraria Pó de Estrelas, no Recife, recebe o lançamento de Gianni Gianni no sábado, 25. Com ilustrações de Suzane Lopes e publicado pela PeraBook, “Quem manda nesta casa?” conta a história do menino Naldo, que passa a questionar o comportamento dos adultos, a partir da observação da casa dos avós. Para a autora, através do olhar de uma criança, “são questionados os desequilíbrios de poder na família, a partilha de responsabilidades na criação dos pequenos e a censura à expressividade e subjetividade dos meninos”. Antes dos autógrafos, Gianni bate-papo com Bell Puã, a partir das 3 da tarde.


Palavra que passa

Laura Diniz Montarroyos acaba de lançar seu primeiro livro de poemas, pela Patuá: “Palavra que passa”. Angélica Marques escreve no prefácio que a obra “se assemelha a uma carta descontruída de amor, em que nós, por vezes, nos colocamos no lugar de destinatário e, em outros momentos, nos tornamos o remetente”. E segundo Laura, “o livro parte da ideia da palavra como uma entidade viva” que “aparece nos poemas como uma presença que atravessa experiências”. Saiba mais em www.editorapatua.com.br.


Acaccil

A Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras (Acaccil) deu posse no último dia 10 a três novos integrantes. O escritor e editor Thiago Medeiros assumiu a cadeira de número 12, Lucimary Elisabete dos Passos a de número 24, e Roberto Ribeiro da Silva, a de número 28. Os novos acadêmicos vão colaborar para disseminar a cultura de Caruaru em Pernambuco e no restante do país.

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