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Mãe denuncia pastor por violência e abusos contra filhos em Cabo de Santo Agostinho

Mulher afirma que adolescentes sofreram agressões, controle psicológico e possíveis abusos; caso está sendo investigado pela polícia

Por JC Publicado em 20/03/2026 às 19:35

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Com informações de Rodrigo de Luna

Uma mãe denunciou que os filhos adolescentes teriam sido vítimas de violência física, psicológica e abusos praticados por um pastor evangélico no Cabo de Santo Agostinho. O caso foi registrado na delegacia e está sob investigação.

Segundo a mulher, a família frequentava a igreja liderada pelo suspeito há alguns anos. Ela relata que começou a perceber mudanças no comportamento do filho mais velho a partir do ano passado, quando o adolescente passou a evitar o contato com o homem.

De acordo com o relato, após o afastamento, o suspeito teria passado a adotar comportamentos de controle e agressividade. “Meu filho começou a se afastar dele. Depois disso, passaram a acontecer situações de perseguição, proibição e agressividade”, afirmou.

A mãe também relatou que o adolescente era impedido de manter contato com o próprio pai e de se aproximar de outras pessoas. “Ele proibia meu filho de falar com o pai e de se aproximar de qualquer homem”, disse.

Outro ponto levantado foi o afastamento escolar. Segundo ela, o filho chegou a ficar cerca de 30 dias sem frequentar as aulas, período em que ela não sabia que o adolescente estava sendo direcionado a outros locais. A situação só foi percebida após contato da escola.

A mulher afirma ainda que o filho apresentava sinais preocupantes de saúde, como sonolência, fraqueza e desorientação. Há suspeita de que o adolescente tenha sido medicado sem consentimento. “Ele chegava em casa sem lembrar o que tinha acontecido”, relatou.

O caso veio à tona no dia 14 de fevereiro, quando a mãe teve acesso a informações que levantaram suspeitas mais graves e decidiu procurar a polícia.

Além do filho mais velho, a mulher acredita que o mais novo também possa ter sido vítima. Segundo ela, o adolescente apresentou crises de ansiedade e relatou situações semelhantes às do irmão.

A mãe descreve o suspeito como uma pessoa conhecida na comunidade e que mantinha proximidade com crianças e adolescentes, inclusive promovendo atividades fora do ambiente religioso.

Ela também acredita que outras vítimas possam existir e faz um apelo para que famílias fiquem atentas. “Conversem com seus filhos e procurem ajuda. Outras crianças podem ter passado por isso”, disse.

Emocionada, a mulher relatou sentimento de culpa, mas também de revolta. “Eu confiei nessa pessoa e nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Hoje, quero justiça”, afirmou.

O caso segue sob investigação. A polícia não divulgou detalhes sobre possíveis medidas adotadas até o momento.

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100 ou em delegacias especializadas.

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