Crítica: 8º episódio de One Punch Man entrega melhor animação da temporada
Clique aqui e escute a matéria
A sensação é quase irônica: após tantos episódios ruins, One Punch Man finalmente entrega um capítulo que parece… One Punch Man. O episódio 32 da 3ª temporada chega quebrando expectativas, trazendo uma animação inesperadamente boa e um duelo que, honestamente, merecia ter sido o padrão da temporada inteira.

Flashy Flash brilha de verdade
É raro ver todo mundo concordar, mas aqui há um consenso imediato: a animação surpreendeu. Flashy Flash ganhou a melhor sequência de luta da temporada, e talvez a melhor desde o que vimos de mais sólido na 3ª temporada.
O duelo contra Gale Wind e Hellfire Flame tem ritmo, fluidez e impacto. Os cortes fazem sentido, os movimentos são bons, e até o design, tão criticado ao longo da temporada, parece se estabilizar por alguns minutos.
Mas é impossível não perguntar: por que só agora? A sensação é de que alguém descobriu o orçamento perdido e disse “usa tudo nessa luta”. Se a temporada inteira mantivesse esse padrão, talvez o debate sobre qualidade nem existisse.

Detalhes continuam tirando imersão
A luta é excelente, mas não perfeita. E você sente isso na mesma hora. Os rostos de Gale Wind e Hellfire Flame continuam estranhos e desproporcionais. Em alguns momentos Flashy Flash parece ter sido animado em 3D, criando um contraste que pula na tela.
E depois existe o infame filtro neon, usado oito ou nove vezes. Duas ficaram realmente boas. As outras… parecem um compromisso apressado entre estilo e disfarce de limitações técnicas.
Ainda assim, é impossível negar: pela primeira vez na temporada, tivemos uma luta que realmente durou mais de quatro frames e teve coreografia de verdade. Para quem já estava desanimado, isso é quase terapêutico.

Child Emperor traz criatividade, humor e problemas de produção
Logo após a luta de Flashy Flash, a temporada lembra que continua presa aos seus altos e baixos. A sequência com o Child Emperor é divertida, criativa e cheia de personalidade, mas visualmente despenca. Parece outro estúdio, outro orçamento, outra semana.
A cena em que ele e o garoto saem da cela é hilária: o Imperador solta um simples “vamos sair daqui”, e os dois vão andando como se estivessem imitando o Garou. É genuinamente engraçado e mostra como OPM ainda sabe brincar com seus personagens.
Mas a animação é claramente inferior. Quase um caso clássico de terceirização às pressas. Linhas tremidas, perspectivas tortas, quadros estáticos demais. O contraste com a luta do Flashy Flash deixa tudo ainda mais evidente, e dá aquele sentimento de “o episódio é bom, mas não inteiro”.
O episódio 32 da 3ª temporada de One Punch Man é, sim, um passo à frente. Mas ainda não é o salto que a temporada precisava.
One Punch Man está disponível na Netflix.
O post Crítica: 8º episódio de One Punch Man entrega melhor animação da temporada apareceu primeiro em Observatório do Cinema.