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Desejo sexual e libido feminina muda com a idade? Especialista explica

Do estresse crônico à menopausa, fatores neurológicos e emocionais ajudam a explicar por que o desejo oscila ao longo da vida feminina.

Por Myllena Wu Publicado em 04/03/2026 às 9:33

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Falar sobre libido feminina ainda é tabu, embora o tema esteja diretamente ligado à saúde física e emocional.

O desejo sexual não é fixo, ele oscila ao longo da vida, atravessado por hormônios, contexto social e, sobretudo, pelo estado do sistema nervoso.

Da juventude à menopausa, o cérebro desempenha papel central nessa equação. Segundo a neurocientista e aromaterapeuta Daiana Petry, fundadora da Harmonie Aromaterapia, a questão vai além da biologia reprodutiva.

“Quando a mulher está em estado constante de estresse, sobrecarga mental, ansiedade ou fadiga, o cérebro prioriza sobrevivência, não prazer”, explica.

Ela continua: “Áreas ligadas ao desejo e à motivação reduzem sua atividade. O corpo até pode estar disponível, mas o sistema nervoso não está”.

A literatura científica sustenta essa visão, dado que o estresse crônico mantém o sistema nervoso simpático ativado, reduzindo funções relacionadas ao relaxamento, à excitação e à conexão emocional.

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Como o desejo se transforma ao longo da vida?

Na juventude, insegurança corporal e ansiedade podem interferir na conexão com o próprio prazer.

Na vida adulta, a sobrecarga profissional e doméstica favorece exaustão mental, afetando neurotransmissores como dopamina e serotonina, ligados à motivação.

Na perimenopausa e menopausa, a queda do estrogênio impacta lubrificação, sono e humor, fatores que influenciam a libido.

Ainda assim, especialistas reforçam que o desejo não desaparece com a idade, mas sim responde ao contexto físico e emocional. “Libido não tem idade. O que muda é o estado do sistema nervoso”, afirma Daiana.

Aromas tradicionalmente utilizados para libido feminina

A especialista aponta que o olfato possui ligação direta com o sistema límbico, região cerebral relacionada à memória, emoção e prazer.

“O olfato é o único sentido com conexão direta ao sistema límbico, região cerebral responsável pelas emoções, memória e prazer. Isso explica por que certos cheiros despertam lembranças, sensações de acolhimento ou até sensualidade”, diz.

Entre os aromas tradicionalmente associados ao bem-estar feminino estão:

  • Ylang ylang: utilizado para favorecer relaxamento profundo e reduzir tensão emocional. Ao diminuir o estado de alerta, pode ajudar a remover bloqueios ligados à ansiedade.
  • Rosa: associada ao acolhimento e à reconexão emocional. Mudanças corporais e pressões sociais afetam a autoestima; quando há sensação de segurança interna, o cérebro se torna mais disponível ao prazer.
  • Neroli: estudado em pesquisa clínica com 63 mulheres na pós-menopausa. A inalação por cinco minutos, duas vezes ao dia, durante cinco dias, esteve associada ao aumento do desejo sexual e da vitalidade, além da redução de sintomas físicos da menopausa.

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“Embora a pesquisa seja específica para essa fase, o mecanismo é mais amplo: quando o sistema nervoso sai do estado de alerta e entra em equilíbrio, o desejo pode reaparecer”, afirma.

A especialista ressalta que a aromaterapia não substitui avaliação médica nem trata disfunções estruturais, podendo atuar como ferramenta complementar de regulação emocional.

Como usar no dia a dia?

  • Pingue 1 gota do óleo essencial escolhido (neroli, ylang ylang ou rosa) em um pedaço de algodão e inale profundamente por até 10–15 minutos.
  • Pode ser usado no difusor ambiental por 15 a 20 minutos, especialmente à noite ou em momentos de autocuidado.
  • Utilize sempre óleos essenciais de qualidade e, em caso de dúvidas, consulte um profissional habilitado.

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