Por que adolescentes confiam mais nos amigos do que nos pais?
Mudanças no cérebro e busca por aceitação explicam aproximação dos jovens com colegas; amizades reforçam autonomia e bem-estar emocional
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Durante a adolescência, o cérebro passa por intensas mudanças. A região ligada às emoções funciona em ritmo acelerado, enquanto áreas responsáveis pelo controle e pelas decisões ainda estão em construção.
É por causa desse descompasso que os jovens podem se tornar mais sensíveis à opinião dos colegas e aumenta a necessidade de aceitação social.
Pesquisas mostram que, quando existe uma base de afeto dentro de casa, os laços de amizade não substituem a relação com os pais, apenas a complementam.
Para os adolescentes, confiar nos colegas funciona como um laboratório de vida, onde aprendem a negociar, desenvolver empatia, resolver conflitos e oferecer apoio.
Benefícios emocionais das amizades
Manter amigos próximos ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse típicos dessa fase. Estudos indicam que jovens que cultivam relações de confiança apresentam menos sintomas de ansiedade social, mais bem-estar e maior equilíbrio emocional ao longo do tempo.
Para os responsáveis, ver os filhos se voltarem para os amigos não significa perda de importância. Pelo contrário: é uma chance de fortalecer a relação com base na confiança.
Evitar cobranças excessivas, respeitar o silêncio e estar disponível de forma discreta são atitudes que fazem diferença, ainda mais se a sua intenção é manter um forte laço de relacionametno e confiança com o seu filho.
Caminho para a maturidade
Por isso, é importante lembrar que confiar mais nos amigos não é rejeitar os pais, mas exercitar autonomia. É um movimento natural de construção de identidade e preparação para os vínculos da vida adulta.
No fim, os jovens buscam fora de casa apoio e experiências, mas voltam ao lar quando sabem que encontram nele segurança e acolhimento.
As informações são do portal Terra.