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Inspirado pelo Recife, cantor Têu fala sobre sua música e a cidade

Apaixonado pelo centro da capital, o artista que mescla sons do pop ao brega revela suas inspirações, trajetória e os próximos passos em 2026.

Por Thallys Menezes Publicado em 29/12/2025 às 21:26 | Atualizado em 29/12/2025 às 21:53

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Do boteco ao romance, do cavaquinho ao boom bap, o cantor recifense Têu surge com DNA recifense e traços musicais bastante diversificados.

Natural da capital pernambucana, o artista independente de 25 anos traz na sonoridade de suas primeiras obras elementos familiares — e queridos — de muitos jovens locais. Algo reafirmado, inclusive, com o novo single "Essa Mugangueira Toda Pra Dizer que Me Ama" — ou EMTPDQMA —, aposta para o verão. Com clima solar e romântico, a faixa com sonoridade bem brasileira é mais um lançamento do cantor após canções como "Demorô" e "Não há nada que impeça". 

Em entrevista ao Social1, o cantor e compositor falou sobre obra, carreira e o que vem por aí em 2026!

O Recife como personagem

Carregadas de sentimento, as composições de Têu têm no Recife uma grande fonte de inspiração. "Todas as canções que já fiz até hoje se passam no Recife, como no centro, onde gosto de circular, tomar uma cerveja no domingo", destaca. "Minha música surge dos bares do centro, onde se ouve muitas histórias, e dos cinemas de rua, onde nos desconectamos 100% da realidade naquele momento para ouvir uma história nova".

O espaço recifense surge como um personagem central, seja inspirando o clima das composições ou com citações diretas nas letras a locais como o Capibaribe e a Rua da Aurora. Mas apesar de seu entusiasmo evidente pelo centro, o artista não restringe seu olhar a essa região da cidade. "[A temática das canções] pode ser um relacionamento que acontece em Nova Descoberta, um encontro casual que se passa no Ibura ou em bairros que me abraçaram ao longo da vida, como Jiquiá e São Martin", destaca.

Apaixonado por música desde criança, por influência dos pais, Têu compõe desde os 14 anos, mas a grande virada para a carreira profissional veio em 2021, com o lançamento da faixa "Auroras". A canção surgiu inicialmente como trabalho de conclusão de curso acadêmico. "O que tento imprimir na minha música, desde Auroras, é a busca por algo genuíno. Busco a verdade, seja dolorida ou não. Seja quando falo de amor ou desamor, em experiências próprias ou em histórias de amigos e pessoas desconhecidas", revela o cantor.

 
 
 
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Desafios e inspirações

Foram cerca quatro anos reunindo composições e fortalecendo parcerias para seus primeiros passos na carreira como artista independente, que Têu ressalta ser repleta de desafios, como a falta de recursos para executar os projetos conforme o planejado. "Muitas vezes é sobre saber adaptar e construir algo paralelo ao que foi pensado sem perder qualidade ou conceito. Outro grande desafio é conciliar o tempo com os afazeres da vida. Apesar de difíceis, esses caminhos ensinam muito", atesta.

Além de suas vivências e sua cidade natal, a obra do cantor também é inspirada num consumo contínuo de música e em grandes nomes da música popular brasileira (MPB), como o mestre João Gilberto. "Me enquadro em um perfil de escuta muito ativa, consumindo muita música diariamente, tanto no digital quanto no físico, garimpando em sebo. Daí surgem muitas referências".

Para Têu, é difícil definir os gêneros musicais que englobam sua sonoridade, que circula entre elementos do pop, do brega e do forró. "Acho essa troca entre estilos musicais ótima, pois gera novas maneiras de escuta, de receber esse som. É difícil definir porque não componho pensando em um gênero específico; gosto dessa fusão e de tudo que essas possibilidades me trazem durante o processo", destaca.

E 2026 promete ser um divisor de águas para o artista. Com lançamento previsto para o novo ano, o disco de estreia do cantor promete uma imersão ainda maior no universo de Têu. "O público pode esperar um grande apanhado das canções e do estilo que venho propondo nos últimos lançamentos. Vem muita coisa boa por aí", diz Têu. "O recifense que ainda não me conhece terá uma grata surpresa com este novo disco. Já para aqueles que já me acompanham, o álbum será como um abraço e uma recompensa por trilhar junto comigo esses primeiros passos".

 
 
 
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