noticias | Notícia

Lula enfrenta desafios no congresso e dilemas eleitorais em Pernambuco, aponta cientista político

Presidente busca reconfigurar base de apoio após saídas partidárias e navega complexo cenário em um de seus principais redutos eleitorais

Por Da Rádio Jornal Publicado em 05/09/2025 às 10:50

A política brasileira vive momentos de intensa articulação e redefinição, com o Presidente Lula enfrentando pressões tanto no Congresso Nacional quanto em sua estratégia para as eleições de 2024, especialmente em estados chave como Pernambuco. O cientista político Hely Ferreira analisa o cenário, destacando a fragilidade governamental e os complexos arranjos regionais.

Ouça o conteúdo original em áudio

Relacionamento com partidos: entre apoio e oposição

Recentemente, o Presidente Lula convocou ministros da União Brasil, Celso Sabino (Turismo) e Frederico Siqueira (Comunicações), além do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para um almoço estratégico. Este encontro ocorreu um dia após o União Brasil e o PP anunciarem a saída das siglas do governo.

Para o Professor Hely Ferreira, essa movimentação ecoa um pronunciamento anterior do presidente, que havia exigido que seus ministros defendessem o governo. Ferreira compara a situação à figura da Diana no pastoril nordestino, que "pertence aos dois cordões", sugerindo que alguns partidos estariam querendo "fazer oposição e o governo ao mesmo tempo". Na visão do cientista político, se os partidos não se sentem à vontade para defender o governo, o caminho é a saída.

A fragilidade governamental no congresso

Apesar de membros do governo tentarem minimizar a saída desses partidos, afirmando que é preciso "conversar mais", Hely Ferreira alerta para a gravidade da situação. Ele enfatiza que o governo não possui maioria no Congresso Nacional e tem enfrentado dificuldades para aprovar projetos de seu interesse.

O desligamento de partidos significa um fortalecimento crescente da oposição, o que, por sua vez, aumenta a fragilidade do governo. Consequentemente, a gestão federal precisará de muito mais capacidade de negociação para convencer os parlamentares da importância de seus projetos para o Brasil.

O nó de Pernambuco: Lula e as eleições de 2024

Em Pernambuco, o cenário eleitoral de 2024 apresenta um grande dilema para o presidente Lula, que tem um interesse declarado em reeleger Humberto Costa para o Senado. A tendência, contudo, é que Humberto esteja na chapa de João Campos, que, por sua vez, tem se aproximado de Lula mais do que a atual governadora.

Hely Ferreira não acredita que Lula repetirá a postura de eleições passadas, quando conseguiu ter dois palanques (como com Eduardo Campos e Humberto Costa, que historicamente andavam juntos). O cientista político prevê que Lula, no máximo, adotará uma postura semelhante à da eleição passada: ter um candidato oficial (na época, Danilo Cabral), mas sem impedir que outras candidaturas (como Marília Arraes) usem sua imagem no primeiro turno.

A expectativa é que, se houver um palanque único em Pernambuco, este será o de João Campos, caso o prefeito do Recife seja candidato. Essa projeção se baseia na aproximação histórica entre o PSD e o PT, intensificada pela presença de Geraldo Alckmin como vice-presidente.

A postura da governadora, que não assumiu uma posição clara de apoio na eleição passada e mantém uma aproximação que parece ser "muito mais administrativa" com o presidente, tem incomodado alguns membros do PT. No entanto, Ferreira lembra que "a política é a arte do impossível".

Acredita-se que o PSB, por ter Geraldo Alckmin na vice-presidência, terá um poder de barganha para exigir uma candidatura exclusiva – possivelmente a de João Campos – em troca de apoio na majoritária. Uma neutralidade de Lula em Pernambuco, embora ideal para o presidente, poderia prejudicar qualquer candidato lançado pelo PSB, como João Campos.

Nordeste: o pilar da estratégia petista

Todos esses movimentos e negociações na política de Pernambuco e do Brasil acontecem porque o Nordeste é a região onde o presidente Lula é "melhor avaliado". Hely Ferreira salienta que, se não fosse pelo forte apoio na região Nordeste, o cenário político e as negociações seriam "completamente outros".

*Texto gerado com auxílio da IA a partir de uma fonte autoral da Rádio Jornal

Compartilhe

Tags