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CNI aposta em 'terrorismo econômico' ao apontar custos do fim da escala 6x1, diz Boulos

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reprovou a entrevista do presidente da Confederação Nacional da Indústria Ricardo Alban

Por Estadão Conteúdo Publicado em 24/01/2026 às 15:01 | Atualizado em 24/01/2026 às 15:48

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a entrevista do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, em postagem no X neste sábado. Segundo Boulos, Alban faz "terrorismo econômico" ao afirmar que o custo do fim da escala 6x1 será repassado para o consumidor.

"O presidente da CNI resolveu em entrevista hoje apostar no terrorismo econômico contra o fim da Escala 6X1. Disse que, se reduzirmos a escala, o povo é que vai pagar com aumento de preços. É a mesma ameaça que os privilegiados fazem há quase 100 anos contra direitos trabalhistas", afirmou Boulos.

O ministro disse ainda que a reação de Alban é a mesma adotada pelo empresariado quando o salário mínimo, as férias remuneradas e o décimo terceiro salário foram adotados no Brasil. De acordo o ministro, o governo vai acabar com a escala 6x1 e isso vai gerar "mais produtividade e justiça social.


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Em entrevista à edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo, Alban disse que é pessoalmente a favor da redução da jornada de trabalho, mas que o Brasil não possui condições para a mudança. Segundo o presidente da CNI, o consumidor vai pagar a conta dos efeitos no setor produtivo. Ele também disse que o CNI prepara um estudo para demonstrar os efeitos do fim da 6x1.

"Eu, particularmente, entendo que a evolução da relação capital-trabalho, da sociedade, do bem-estar é irmos para 5 por 2. Nós não temos condições. Quem vai pagar a conta sabe quem é? É o consumidor de novo. Esse custo vai ser repassado", afirmou Alban em entrevista ao jornal.

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