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"Dia histórico": Lula comemora fim de negociação de 25 anos entre Mercosul e UE

Presidente diz que tratado é marco para o multilateralismo. Decisão europeia encerra negociação de 25 anos e cria gigante econômico.

Por JC Publicado em 09/01/2026 às 16:17

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou, nesta sexta-feira (9), a aprovação do aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A confirmação veio no início da tarde, anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após votação favorável por ampla maioria dos Estados-membros do bloco europeu.

Nas redes sociais, Lula classificou o desfecho como "uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos". Para o mandatário brasileiro, que atuou diretamente na articulação diplomática — especialmente no fim do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano —, o tratado é uma sinalização vital em favor do comércio internacional.

O presidente destacou a magnitude econômica do pacto, que encerra uma novela diplomática de 25 anos. "Dia histórico para o multilateralismo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões", escreveu.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reforçaram que este é o maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul.

Próximos passos: Assinatura no Paraguai

Com o aval europeu, a agenda avança rapidamente. Ursula von der Leyen deve viajar ao Paraguai já na próxima semana para a cerimônia oficial de assinatura. O país vizinho exerce, desde dezembro de 2025, a presidência rotativa do Mercosul.

Após a assinatura, o texto precisará ser submetido aos parlamentos dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Um ponto crucial do processo é que a entrada em vigor será individual: ou seja, à medida que cada país aprovar o texto internamente, as regras comerciais já passam a valer para ele, sem necessidade de esperar a ratificação dos quatro membros simultaneamente.

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