INMET emite alerta de grande perigo para acumulado de chuva em Pernambuco e outros estados
Previsão indica chuva acima de 60 mm por hora ou 100 mm por dia, com risco de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis
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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu, nesta segunda-feira (2), aviso de grande perigo acumulado de chuva em Pernambuco e outros estados do Nordeste e Norte do país. O alerta começou às 9h40 e segue até às 23h59.
De acordo com o órgão, há previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, com grande risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis.
O aviso abrange municípios do Sertão e do Agreste pernambucano, além de cidades da Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Pará.
O INMET orienta a população a desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observar sinais de alteração em encostas e permanecer em locais abrigados.
Em caso de inundação, a recomendação é proteger documentos e pertences em sacos plásticos. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).
Sertão e Agreste seguem em observação
O alerta nacional reforça o cenário já monitorado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que mantém o Sertão e o Agreste em estado de observação devido à persistência de instabilidade atmosférica.
Nesta segunda-feira (2), a Apac emitiu o Aviso Meteorológico nº 15/2026, válido até esta terça-feira (3), classificando o cenário como estado de atenção, com previsão de pancadas moderadas a fortes no Sertão do São Francisco, Sertão de Pernambuco e Agreste.
A previsão indica continuidade de chuvas com intensidade moderada e pontualmente forte nas duas regiões, decorrentes da atuação conjunta da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN).
Em Petrolina, no Sertão, o volume de chuva já superou a média histórica de fevereiro. Segundo o INMET, o município acumulou cerca de 113 milímetros no mês, acima dos 78 mm esperados.
A prefeitura mantém equipes de plantão 24 horas e intensificou o monitoramento em bairros com histórico de alagamentos.
Em Araripina, também no Sertão, mais de 90 milímetros foram registrados em pouco mais de duas horas. A gestão municipal mobilizou equipes de infraestrutura, assistência social e saúde para atender ocorrências e monitorar áreas de risco.
No Agreste, municípios como Garanhuns, Caruaru, Jupi, Jucati e Calçado registraram alagamentos e danos em vias urbanas. Em Palmeirina, o Rio Inhumas atingiu a cota de alerta, segundo a Apac.
Chuvas em Caruaru
Em Caruaru, a prefeitura informou que a Defesa Civil segue monitorando as chuvas em contato com a Apac, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e a Defesa Civil estadual.
Nas últimas 48 horas, foram registrados 93,15 mm no distrito de Gonçalves Ferreira e 28,41 na zona urbana. Apesar do volume, o Rio Ipojuca permanece dentro da normalidade, sem registro de extravasamento.
Houve pontos isolados de alagamento na área central e uma ocorrência de colapso parcial de gesso em uma residência, sem necessidade de interdição.
Diante do cenário, os órgãos de monitoramento recomendam que a população acompanhe os boletins meteorológicos e redobre os cuidados, sobretudo em áreas historicamente afetadas por enchentes e deslizamentos.
Aulas suspensas em Petrolina
O volume histórico de chuvas, que contribuiu para a recuperação de reservatórios na zona rural, também trouxe impactos à rede municipal de ensino.
A Secretaria de Educação confirmou a suspensão das aulas ou interrupção de rotas do transporte escolar em 15 unidades educacionais após estradas vicinais e caminhos de terra ficarem intransitáveis.
As ocorrências se concentram em comunidades como Rajada, Pau-Ferro, Pedrinhas e Uruás. No setor de Pau-Ferro, rotas que atendem sítios como Salinas, Minador e Tanquinho foram totalmente paralisadas.
Em situações mais críticas, como na Escola Maria Elza, no bairro Henrique Leite, a suspensão ocorreu não apenas pelas condições das vias, mas também por problemas estruturais no prédio causados pelas chuvas.
A gestão municipal informou que equipes técnicas realizam levantamentos para viabilizar reparos emergenciais e garantir segurança no retorno das atividades.
A Secretaria assegurou que o calendário letivo não será prejudicado, com reposição integral dos conteúdos em cronogramas específicos para cada unidade. O retorno depende da avaliação das condições climáticas e da estabilidade do solo nas rotas afetadas.
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