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Após anos de espera, Prefeitura do Recife inicia ações para demolição de edifício na Boa Vsita

O imóvel, situado entre as ruas da União e da Saudade, estava abandonado há mais de 60 anos, e vivia entraves jurídicos em meio ao risco de desmoronar

Por JC Publicado em 05/01/2026 às 16:31 | Atualizado em 05/01/2026 às 23:21

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Após anos de espera e um desabamento parcial da estrutura, a Prefeitura do Recife realiza, inicia, nesta terça-feira (6), as ações operacionais para demolição do Edifício 13 de Maio, localizado no bairro da Boa Vista, área central da cidade. O processo tem início na manhã desta terça-feira, com a presença de órgãos municipais e da empresa responsável, colocando fim a um risco estrutural que se arrastava há décadas e preocupava moradores e comerciantes da região.

O imóvel, situado entre as ruas da União e da Saudade, estava abandonado há mais de 60 anos. O desfecho da demolição ocorre após parte da parede do prédio desabar sobre o telhado de um imóvel vizinho, atingindo também dois carros estacionados. O incidente já era previsto pela vizinhança, uma vez que a Defesa Civil havia declarado o risco estrutural elevado ainda em 2019, ano em que a Justiça de Pernambuco autorizou a derrubada da estrutura.

Durante o longo período de abandono, o edifício causou insegurança constante. Pedaços da estrutura costumavam se desprender, afetando o entorno composto por residências, bares, restaurantes e pelo Ginásio Pernambucano. O medo era tamanho que antigos residentes chegaram a abandonar suas casas após décadas de moradia por receio de um colapso total.

A demora na execução do serviço foi marcada por entraves burocráticos e logísticos, inclusive com determinação do Tribunal de Contas do Estado para que a gestão municipal realizasse a demolição do imóvel.

Em 2024, a PCR condicionou o início dos trabalhos à remoção de postes da rede elétrica pela Neoenergia Pernambuco, serviço que foi finalizado naquele mesmo ano. Posteriormente, a prefeitura identificou a necessidade de um escoramento metálico para garantir a segurança da obra, o que exigiu um novo processo licitatório, concluído apenas no início de 2026.

Antes do início definitivo da demolição, a Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) isolou e tapumou o local, interditando o terreno e o estacionamento contíguo. 

 
 
 
 
 
 

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