A eleição é nossa
E que Deus tenha pena do nosso povo e proteja o nosso País das pragas, das pestes e de políticos ruins e muito ruins................................
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Hoje tem eleição, tem sim, senhor.
Hoje é dia de escolhermos nossos representantes nas esferas dos `Poderes Executivo e Legislativo, simpatizemos ou não com os candidatos postos, acreditemos ou não naquelas promessas que jamais serão cumpridas, saibamos com antecedência que ali estão alguns concorrentes sem a mínima chance de vitória, que por vaidade e teimosia buscam um cargo público ao qual jamais terão acesso.
- São frutos de um sistema político falho e antiquado, de uma estrutura viciada e errônea que coloca à disposição dos presidentes de partidos os muitos milhões dos Fundos Partidários, dinheiro tomado do contribuinte, que assiste calado e impotente os modos e maneiras como são gastos, com a desconfiança de que ali estão abertas as portas para atos de corrupção.
Mas, hoje tem eleição. O ato de votar é uma obrigação prevista em lei - e se não fosse bem que deveria ser cumprido por todo cidadão, pois é por este caminho que se planta a semente da democracia. Sou de uma geração que teve privado o direito do voto por mais de 20 anos, tempo exato em que durou a ditadura militar - e fiz parte daquela juventude que foi às ruas, pedindo eleições "diretas, já". As eleições diretas vieram pouco tempo depois; o regime militar também caiu e o povo brasileiro recuperou o direito de errar sozinho, embora tenha errado com e sua própria crença e sua eterna esperança.
Foi o povo que elegeu Fernando Collor e descobriu ter escolhido um grande blefe; elegeu Fernando Henrique e louvou o controle de uma inflação quase criminosa, trazendo de volta poder de compra com uma nova moeda; colocou Lula da Silva na Presidência, um líder sindical nascido em Pernambuco, que sujou as mãos e perdeu um dedo nos porões de fábricas do ABC paulista.
E isso provou que a democracia tinha realmente voltado. Também foi o povo que elegeu presidente uma mulher, Dilma Roussef e descobriu que escolheu uma pessoa despreparada para função tão nobre; foi o voto do povo que permitiu chegar ao Poder Jair Bolsonaro, um militar do escalão Inferior do Exército e deputado do "baixíssimo" clero do Congresso, um radical que afirmava "não estuprar" uma companheira porque ela "era feia". Pelo voto do povo, Jair Bolsonaro ocupou o Poder, escolheu um Ministério medíocre, fez do Brasil um pária na política internacional, incentivou o desmatamento, fez pouco caso de uma pandemia que espalhou-se pelo mundo inteiro e sepultou mais de seiscentas mil vítimas no Brasil; tentou um golpe de Estado e hoje,com a saúde debilitada, está em prisão domiciliar.
E também foi Jair quem, definitivamente, dividiu e radicalizou o país, dividido hoje entre a "estrema esquerda" a "extrema direita", sem perspectiva de volta, a curto prazo, para as correntes chamadas de "centro".
Pois bem, está nas mãos do povo o destino do nosso país para os dias de amanhã ou, Pelo menos, dos próximos quatro anos. Cabe ao povo escolher novos governadores, dois terços do Senado Federal,
Novos deputados estaduais e federais, e o presidente da República. O candidato Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, já não coloca sob suspeita a lisura das Urnas eletônicas, como fez o pai; Lula da Silva gasta o que o país não tem e nem pode em busca do voto dos menos favorecidos - os Estados do Sul e do Centro-Sul se mostram mais fiéis às pregações da direita e da extrema-direita, como ocorre no Paraná e Santa Catarina. O Nordeste fica do outro lado. Hoje é dia de eleição. Vamos todos votar.
E que Deus tenha pena do nosso povo e proteja o nosso País das pragas, das pestes e de políticos ruins e muito ruins.
Ivanildo Sampaio, jornalista