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Tempos tenebrosos

O Brasil tem prazo e tem pressa - o que não tem é um candidato com o perfil de estadista, capaz de assumir o poder com um projeto republicano.

Por IVANILDO SAMPAIO Publicado em 07/06/2026 às 0:00 | Atualizado em 09/06/2026 às 15:41

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O Fundo Eleitoral garantiu, este ano, para seus cofres, uma verba de R$ 4,9 bilhões, que os Partidos políticos de nossa capenga democracia devem receber e de cuja prestação de contas os eleitores brasileiros quase nada ouviram falar.

O Fundo Partidário, "irmão do outro", deve receber uma verba semelhante ou um pouco superior, para garantir a políticos decadentes e sem mandatos uma direção nos Partidos pelos quais um dia exerceram alguma liderança.

São, só aí, mais de R$ 10 bilhões pagos pelo contribuinte - carente de projetos que contemplem e melhorem o sistema educacional brasileiro, a saúde, o saneamento básico, a segurança pública, os transportes e tudo quando uma sociedade carente espera do poder público que, no nosso país, parece não ser nem público, nem poder.

Tudo isso preocupa, mais ainda num ano eleitoral, quando parece não haver no nosso mundo político um único candidato que sequer se atreva a abordar essa realidade triste e outras ainda piores, para uma sociedade desencantada..

O presidente Luis Inácio Lula da Silva, cuja gestão é mal avaliada pelos eleitores e que jamais permitiu surgir no seu partido uma nova liderança - é o candidato do PT desde que tomou posse, há quatro anos passados.

Se vencer, receberá dele mesmo um País quebrado, sem ter realizado uma única obra de importância, desde o Extremo Norte ao Extremo Sul do País; com uma dívida interna próxima de alcançar 90% do Produto Interno Bruto; uma máquina inchada e improdutiva; um ministério de "ocasião" onde poucos escapam; uma crise irremediável no sistema de segurança, com os grandes grupos criminosos infiltrados em todos os ramos da atividade nacional; estatais "quebradas" , como os Correios, que ele msequer pensa em privatizar e cujo prejuízo, este anos, será superior a R$ a 5 bilhões.

Some-se a isso suspeitas de corrupção na Previdência Social, e uma constante ameaça do "imperialismo norte-americano", onde Donald Trump, com o "olho grande" nas riquezas do nosso país, no PIX , na expansão do agronegócio e, mais ainda, , nos minerais raros inexplorados,, será sempre uma ameaça.

Do outro lado, há dois candidatos com números quase inexpressivos nas pesquisas de Opinião para as próximas eleições -- os ex-governadores Ronaldo Caiado, de Goiás; e Romeu Zema, de Minas Gerais; e o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro do espólio do pai, Jair Bolsonaro, como se o Brasil fosse um Império e ele "o principe herdeiro" na escala da sucessão.

Flavio até que havia largado bem, montado no seu sobrenome e no fanatismo ou cegueira de alguns. Mas isso demorou pouco, para um certo alívio de Lula. Eis que o senador envolveu-se de tal forma com o escândalo do Banco Master, a ponto de achar que duas mentiras seriam igual a uma verdade. Negou suas relações com o ex-banqueiro e foi desmascarado, quando prometia "amizade inabalável" e garantia, nessa[ ligação telefônica, que "estamos juntos". E cobrou uma "ajuda" de alguns milhões de reais para um filme misterioso, sobre a historia politica do pai.

O ex-governador de Pernambuco, Marco Maciel, costumava dizer que "quem tem prazo não tem pressa". O Brasil tem prazo e tem pressa - o que não tem é um candidato com o perfil de mEstadista, capaz de assumir o poder com um projeto Republicano de Governo, compatível com suas necessidades e a realidade de hoje.

Projeto necessário para que a população - desencantada - possa ter alguma esperança em relação ao amanhã.

Ivanildo Sampaio, jornalista

 

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