Racismo e impunidade
Na Copa de 66, afanada pelos ingleses, os portugueses quebraram Pelé com agressões que o tiraram de campo para não mais voltar.........
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Bolsonarismo mata, do economista Alexandre Rands Barros, no DP de 24/2, é o melhor sobre o assunto no Brasil publicado até hoje.
Dito isso, não precisamos falar sobre o covarde xingamento de Gianlucca Presitianni à estrela do Real Madrid, Vini Jr, tampando a boca e repetindo inúmeras vezes "mono". O racismo, no Brasil, é antigo. Faz uns 80 anos, Di Stéfano, lendário centroavante argentino, disse que se o jogador brasileiro "concentrasse no que faz, séria invencível". Ele tinha autoridade para falar isso, porque jogando pela seleção argentina, enfrentou a Canarinha diversas vezes na década de 40.
Perguntado por que os jogadores brasileiros não se concentravam respondeu que "Não se concentravam por serem mulatos e negros, ou seja, subraças". Portanto, o racismo vem de longe.
Quando o Santos de Pelé enfrentou o Benfica, Campeão Europeu, em Lisboa, na partida da volta, no dia 11 de Outubro de 1962 e deu um baile nas Águias, com direito a 3 gols do Rei, os atletas do Benfica massacraram os santistas com murros e pontapés, dizendo que não levariam "baile de negro em casa".
Na Copa de 66, na Inglaterra, afanada pelos ingleses, os portugueses quebraram Pelé com agressões que o tiraram de campo, lesionado e na maca, para não mais voltar.
Os marcadores mais perversos e desleais do Rei, foram o lusitano Vicente e o italiano Trapattoni que "odiava aquele negro". Na vitória do Bahia por 1x0, em 19 de novembro de 1959, contra o Vasco, no Maracanã, pelo Campeonato de Clubes Brasileiros, Biriba, ponta-esquerda tricolor, pequeno, veloz, arisco e grande driblador estava dando um sufoco em Paulinho zagueiro direito gaúcho, do selecionado carioca e brasileiro.
Vendo aquilo, o gigante Bellini, filho de italianos, beque central vascaíno e campeão Mundial de 58, respeitado pelos adversários de todos os times do Planeta, gritou: "Paulinho, dá uns cascudos nesse neguinho". Essa ameaça estava impregnada de racismo e Biriba, muleque de pelada da praia de Itapuan e neto de pescador, mestre de capoeira, gritou para Bellini: "Venha dar você, seu filho da p...". Alí, o Tricolor de Aço mostrou que tem camisa.
Arthur Carvalho, da Associação Brasileira de Imprensa - ABI