Moradores voltam a protestar na BR-232 em Caruaru e cobram passarela após morte de jovem atropelada
Bloqueio durou mais de três horas e terminou após PRF apresentar documento com promessa de reunião com o DNIT sobre construção de passarela
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Um dia após o primeiro protesto, moradores do Posto Agamenon e do Sítio Cipó voltaram a bloquear a BR-232, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na tarde desta quarta-feira (25). A mobilização é um desdobramento da morte da educadora de apoio Diana Félix Santos da Silva, de 25 anos, atropelada por um caminhão-caçamba no trecho urbano da rodovia.
Pela manhã, familiares e amigos se despediram da jovem durante o velório e sepultamento. À tarde, a comunidade retornou à rodovia cobrando medidas de segurança, como a construção de uma passarela e a instalação de lombadas eletrônicas.
A principal reivindicação dos moradores é uma resposta concreta por parte do DNIT para a construção dessa passarela nesse trecho da BR-232 onde aconteceu o acidente da Diana.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há estudo em andamento para a implantação do equipamento. “Já existe em andamento o estudo e um projeto para a construção da passarela aqui na comunidade próxima a Poço Menor”, afirmou o policial rodoviário federal Ângelo Fernando.
Ele detalhou que foi firmado o compromisso de uma reunião entre PRF, DNIT e representantes da comunidade. “Nos comprometemos a fazer uma reunião, a PRF juntamente com o DNIT e com esses representantes na sexta-feira próxima agora, às 9 horas da manhã, na nossa delegacia, para o pessoal do DNIT passar para eles todo o projeto da construção da passarela.”
A negociação durou mais de três horas. “Foram mais de três horas de diálogo, inclusive um diálogo bastante acalorado, bastante difícil. Existe todo um sentimento pela tragédia que ocorreu, mas nós estávamos aqui tentando mitigar toda a consequência desse protesto.”
Após a apresentação de um documento físico com a assinatura de representante do DNIT confirmando a reunião, os manifestantes decidiram liberar a pista. Ainda assim, a possibilidade de novos atos não está descartada.
A comunidade afirma que cobra há anos intervenções no trecho da BR-232 e aguarda que a reunião resulte em definição de prazos para a construção da passarela e para a implantação de dispositivos que garantam mais segurança aos pedestres.