44% das mortes no trânsito envolvem caminhões de carga, aponta PRF; embriaguez e falta de descanso são fatores recorrentes
Balanço da PRF registrou 1.172 mortes em 66 dias de operação; carnaval de 2026 foi o mais violento da década, com 130 vítimas fatais
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou na última segunda-feira (23) que, das 1.172 mortes registradas nas rodovias federais brasileiras nos últimos 66 dias, 514 ocorreram em acidentes que envolveram veículos de carga. O número corresponde a 43,93% do total de óbitos.
Operação Rodovida
A operação começou em 18 de dezembro do ano passado e terminou no último domingo (22). Ao todo, foram contabilizados 3.149 sinistros com esse tipo de veículo, o que representa 23,81% do total de acidentes nas estradas no período.
Os dados foram divulgados em Aracaju (SE), durante o encerramento da Operação Rodovida. Segundo a corporação, as colisões frontais foram as mais letais entre os acidentes com veículos de carga, somando 288 mortes, o maior número entre os tipos de ocorrência.
Carnaval mais violento da década
Durante o período carnavalesco, ao menos 130 pessoas morreram nas rodovias federais. De acordo com a PRF, foi o carnaval mais violento da década. Os dados também apontaram aumento de 8,54% nos acidentes graves durante os dias de folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.
Ao longo da Operação Rodovida, cerca de 1,2 milhão de veículos foram flagrados trafegando acima da velocidade permitida. A PRF também registrou 58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil casos de motoristas dirigindo sob efeito de álcool.
A corporação afirmou que a operação teve como foco reforçar a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, incluindo férias escolares e as operações de Natal, Ano Novo e Carnaval.
Celular, cinto e Lei do Descanso
Durante as fiscalizações, 9,6 mil condutores foram flagrados usando o celular ao volante. Além disso, 54,5 mil pessoas não utilizavam o cinto de segurança ou a cadeirinha para crianças de até quatro anos.
Entre motociclistas, 10,3 mil pessoas estavam sem capacete. Já entre motoristas profissionais, como condutores de ônibus e caminhões, 17,1 mil desrespeitaram a Lei do Descanso, que prevê pelo menos 11 horas de pausa diária.