Eleição Divina
A nossa concepção no ventre materno já foi fruto de uma decisão divina, independentemente da maneira como fomos gerados no ventre materno
Clique aqui e escute a matéria
REVERENDO MIGUEL COX
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”. (Efésios 1:3-5)
Ser eleito é ser escolhido, e quem não é escolhido é preterido. Quais os critérios de Deus para escolher uns e excluir outros? Não seria mais justo se ele tivesse escolhido a todos? Então, foi isso mesmo que ele fez. “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Timóteo 2:4). Esta escolha acontece através de Jesus Cristo, o nosso mediador por excelência. Vamos, então, considerar alguns aspectos desta eleição divina.
Consideremos que nós não nascemos por acaso. A nossa concepção no ventre materno já foi fruto de uma decisão divina. Independentemente da maneira como fomos gerados no ventre materno, até mesmo de forma indesejada pelos nossos genitores, ela aconteceu de forma extraordinária. A vida é uma dádiva divina desde o seu primeiro momento no útero materno. Em absolutamente nada tivemos controle sobre o nosso nascimento. Apenas nascemos e passamos a descobrir o que é viver neste mundo, com as suas alegrias e dores.
Descobrimos que há um grande mistério em tudo isso. Há fatos sobre a vida que fogem de explicações lógicas e racionais que estão a nosso alcance. Mas, por outro lado, descobrimos que recebemos a dádiva de fazer escolhas pessoais e a nossa vida vai se processando de acordo com as boas ou más decisões que tomamos. Além disso, muito do que passamos está muito além do nosso controle. Enfim, temos uma compreensão muito limitada de tudo isso.
O Autor da vida é Deus que, num ato soberano de amor, nos criou à sua imagem e semelhança. É por isso que raciocinamos e podemos discutir esses assuntos tão nebulosos na nossa mente finita. Mas sabemos que Ele nos fez para si mesmo, para a sua glória e louvor. A sua motivação surge do mais puro amor por cada um de nós. No texto acima diz “que ele nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”. Possuímos as mesmas bênçãos de Cristo, seu amado filho. Depois diz que “nos escolheu nele, antes da fundação do mundo”, houve detalhado planejamento e cuidadosa escolha para que tenhamos os mesmos privilégios desfrutados por Cristo a fim de que “sejamos santos e irrepreensíveis perante ele”.
“E em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”. O nosso destino, segundo a vontade de Deus, é sermos herdeiros de tudo o que há em Cristo, seu Filho Amado. Um ato de extrema bondade de Deus para conosco. Portanto, a escolha de Deus para nós é que sejamos participantes do que há de melhor em todo o universo!
Desejo agora terminar com uma pergunta, uma vez que acabamos de descobrir que a vontade de Deus para nós é nos presentear com a dádiva da sua eterna companhia, desfrutando de todas as maravilhosas benesses divinas. Qual é a sua escolha? Você também escolheu Deus? Agora, pense comigo, caso você não o tenha escolhido, ou ainda está refletindo sobre isso, sobre quem pesa o ônus desta decisão? Portanto, antes de questionar a eleição divina, questione a sua própria. A parte dele foi realizada por completo. Jesus Cristo é o Salvador da humanidade, agarre-se a ele e descobrirá que és também um escolhido de Deus para estar eternamente com ele. Não o descarte como, talvez, já o tenha feito, eleja o -!
Rev. Miguel é mestre em teologia, pastor evangélico e membro da Academia Pernambucana Evangélica de Letras.