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 A vida futura

Demonstra o Espiritismo, que esse processo cíclico de morte e retorno ao mundo espiritual, terá de se repetir tantas vezes quantas forem necessárias

Por JC Publicado em 16/08/2026 às 0:00

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JOSÉ EDSON F. MENDONÇA

À pergunta de Pilatos, “És o rei dos judeus?”, Jesus respondeu: - Meu reino não é deste mundo... Pilatos insiste: És rei? Jesus lhe diz: - “Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo, senão para dar testemunho da verdade”. “Aquele que pertence à verdade escuta a minha voz”. João, XVIII: 33, 36 e 37.


Por essas palavras, Jesus alude claramente à vida futura, que Ele enfatiza em inumeráveis circunstâncias da Sua divina missão e, para a qual, importa dedicar a máxima atenção e prioridade, pois, ela constitui o fim providencial da vida. Inclusive, Kardec assevera que, sem a perspectiva real da vida do porvir, a maior parte das máximas morais do Cristo estariam destituídas de sentido e significação; a certeza dela é o que dá ao homem a paciência para suportar os desafios do presente. Sem ela, a ética e a justiça perderiam o seu fundamento maior.


Nesse contexto, vale ressaltar que o Mestre nazareno patenteou a imortalidade da alma após a morte, com a Sua ressurreição, fenômeno esse que a Doutrina Espírita ressignifica como a volta do homem ao mundo normal primitvale ressaltar que o Mestre nazareno patenteou a imortalidade da alma após a morte, com a Sua ressurivo, após novo estágio em um mundo material. Demonstra o Espiritismo, que esse processo cíclico e alternado de encarnação, morte e retorno ao mundo espiritual, terá de se repetir tantas vezes quantas forem necessárias para o Espirito realizar o seu progresso essencial, mediante a aquisição de conhecimentos e virtudes, ao longo de experiências vivenciadas em corpo material, em mundos como a Terra, em seu estágio atual.


Por outro lado, em cumprimento da profecia contida em (João 14: 15-17), veio a lume o Consolador anunciado por Jesus (O Espírito de Verdade), ensejando o advento do Espiritismo e, com este, a comprovação da sobrevivência do Espírito na dimensão espiritual, legando ao homem a compreensão da sua realidade de ser imortal, positivada pela “fé nos princípios fundamentais que todos podem aceitar e aceitarão: Deus, a alma, o futuro, o progresso individual sem fim, e a perpetuidade das relações entre os seres”.Assim se expressou Allan Kardec, denominando esses preceitos fundamentais de “unidade de crença”, “que será o fundamento e o laço mais sólido da fraternidade universal”, e deverá constituir-se na pedra angular da nova ordem social: fraternidade real, sólida e efetiva, assentada sobre a base inabalável da fé raciocinada.

O codificador do Espiritismo exalta ainda a grande amplitude que a certeza da perpetuidade do seu ser espiritual dá ao pensamento do homem, e de como é racional, tão grandiosa e digna do Criador, essa lei de solidariedade entre a existência corpórea e a vida espiritual - dois modos complementares que se alternam para a realização do progresso humano, e de como é justa e consoladora a ideia de seres progredindo incessantemente. “A Gênese, os milagres e as predições”, cap XVIII, itens 16/19.

Assim, de posse dessa percepção ampliada, a consciência apreende que a morte é apenas o fim de uma fase curta de aprendizado do processo de evolução; e discerne que sua verdadeira propriedade é constituída pela inteligência, seus valores morais, experiências e conhecimentos adquiridos; com isso, o Espírito se motiva a vencer suas más inclinações, a exercitar a reconciliação visando reparar relacionamentos prejudicados, a cultivar o amor por todos, promovendo a sua transformação moral, e, a avançar em busca de ser verdadeiro cristão.


Portanto, para o ser que consolida em si as verdades do Consolador disseminadas pelo Espiritismo, a vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese. Os próprios habitantes do mundo espiritual, tanto os felizes, quanto os ainda infelizes, a descrevem com tamanha minudência, dando testemunho das suas fases, atividades, peripécias, minúcias, circunstâncias e situações, de tal maneira que nenhuma dúvida é mais possível; a inteligência mais vulgar é capaz de imaginá-la sob o seu real aspecto, aduz Kardec.


Irmãos, avancemos, firmes, conscientes e serenos no enfrentamento do nosso destino, sempre com gratidão ao Senhor da vida e guiados pelo nosso modelo de perfeição, Jesus Cristo.


José Edson F. Mendonça, colabora com o movimento espírita, como escritor, palestrante e trabalhador, há 46 anos, no Instituto Espírita Gabriel Delanne, sito na rua São Caetano, 220. Campo Grande - Recife/PE.

 

 

 

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